Orpheus
04-04-2005, 14:13
Bom, pensando no caso de Integrado VS Módulos (por exemplo, um amplificador integrado soará melhor ou pior que um conjunto pré + “power” ?), o que um cabo deve fazer é transformar os separados módulos... num amplificador integrado !!! Ou seja, um cabo deveria ter comportamento electromagnético semelhante ao de uma pista do circuito impresso que interligasse os diferentes estágios num equipamento integrado.
No entanto, cabos não são pistas, são dispositivos externos e por isso sofrem a influência do meio ambiente; o seu comportamento electromagnético varia com as soldas, as interferências externas em EMI e RFI (que deveriam ser barradas pela blindagem e nem sempre são) e influências do calor e humidade.
Se pegasse-mos num cabo e o desmontasse-mos , separando o condutor positivo (+) do condutor negativo (-), retirando-se a blindagem e o dielétrico (a capa de isolamento de cada condutor) ficando dois cabos que serão formados somente pelos condutores sem conectores nem soldas e não oxidados, um só mais (+) e outro só menos (-), pondo-os bem distantes um do outro; teria de ser numa câmara isolada de modo a afastarmos as ditas RFI e EMI, ao ligar-mos um gerador de sinais numa ponta do cabo com uma impedância de saída de 100ohm (parecendo um leitor de Cd) e na outra ponta um resistor de 100kohm (parecendo um pré ou amplificador de alta impedância de entrada) ao contrário do que os abastados comerciantes de cabos querem fazer crer, o único efeito que poderia eventualmente existir seria uma atenuação da resposta das frequências mais altas, nada mais, porque não há interacção entre os condutores, não há interferências externas nem internas e então ele é ideal para estar á saída de qualquer aparelho e caindo desde logo por terra o milagre de condutores melhores para graves ou médios que outros, a questão dos agudos lá iremos.
Qualquer material condutor tem uma curva de atenuação em si, essa curva não tem picos nem saltos nem vales, é uma curva de atenuação que vai diminuindo com o aumentar da frequência.
Vamos pensar num condutor sólido de cobre comum 26 AWG , a sua medição diz que com um sinal de +15db não há qualquer atenuação até aos 250khz e que após esta frequência temos uma curva de atenuação simétrica até próximo do 1mhz ponto em que o sinal passa para 0db (ou seja não há sinal).
Agora o mesmo teste com um condutor rígido de cobre 26 AWG com 15% de carbono. O teste diz-nos que a cura de atenuação teve inicio um pouco depois dos 250Khz e terminou um pouco mais á frente do 1mhz, ou seja nada de extraordinário.
Agora um condutor de cobre 24 AWG com 99.99% de pureza bem ao jeito audiofilo, então passamos a ter o inicio da curva de atenuação bem próxima dos 300khz e o seu final bem próximo já dos 2mhz.
Agora pela razão inversa um condutor de cobre solido 26AWG de baixa qualidade e com elevado numero de impureza e oxidação, e passamos a ter uma curva de atenuação apartir dos 100khz e que termina por volta dos 300khz.
Parecendo então diferenças assinaláveis é de salientar que o melhor condutor apresenta de facto uma curva de atenuação bem melhor que o pior de todos os restantes mas o que é facto é que mesmo nesse pior com oxidação e tudo a atenuação tem inicio nos 100khz, bem acima do que o nosso ouvido consegue sequer imaginar (18khz na melhor das hipóteses) e bem acima da capacidade de 99% dos tweeters das colunas.
Concluindo que então não há cabos de onde o seu material faça a diferença nos graves ou médios, fazem unicamente diferença nos agudos mas muito acima do que conseguimos sequer imaginar ouvir, portanto o material do cabo em si não faz qualquer tipo de diferença no espectro de frequências final obtido, vamos então esquecer as propagandas aos cabos de materiais esotéricos caríssimos que segundo os fabricantes ou na maioria das vezes segundo os vendedores ou revendedores, são anunciados como 2 ou mais vezes melhores condutores que o simples cobre porque mesmo no pior do cobres a atenuação obtida resultante em perda nas frequências mais altas se dá muito acima do audível.
Nesta primeira parte apenas se dá a focagem no material em si, claro que más soldas ou maus conectores ou interacções electromagnéticas pioram o resultado final, mas para já o que importou nesta primeira parte foi o material em si.
Orpheus.
No entanto, cabos não são pistas, são dispositivos externos e por isso sofrem a influência do meio ambiente; o seu comportamento electromagnético varia com as soldas, as interferências externas em EMI e RFI (que deveriam ser barradas pela blindagem e nem sempre são) e influências do calor e humidade.
Se pegasse-mos num cabo e o desmontasse-mos , separando o condutor positivo (+) do condutor negativo (-), retirando-se a blindagem e o dielétrico (a capa de isolamento de cada condutor) ficando dois cabos que serão formados somente pelos condutores sem conectores nem soldas e não oxidados, um só mais (+) e outro só menos (-), pondo-os bem distantes um do outro; teria de ser numa câmara isolada de modo a afastarmos as ditas RFI e EMI, ao ligar-mos um gerador de sinais numa ponta do cabo com uma impedância de saída de 100ohm (parecendo um leitor de Cd) e na outra ponta um resistor de 100kohm (parecendo um pré ou amplificador de alta impedância de entrada) ao contrário do que os abastados comerciantes de cabos querem fazer crer, o único efeito que poderia eventualmente existir seria uma atenuação da resposta das frequências mais altas, nada mais, porque não há interacção entre os condutores, não há interferências externas nem internas e então ele é ideal para estar á saída de qualquer aparelho e caindo desde logo por terra o milagre de condutores melhores para graves ou médios que outros, a questão dos agudos lá iremos.
Qualquer material condutor tem uma curva de atenuação em si, essa curva não tem picos nem saltos nem vales, é uma curva de atenuação que vai diminuindo com o aumentar da frequência.
Vamos pensar num condutor sólido de cobre comum 26 AWG , a sua medição diz que com um sinal de +15db não há qualquer atenuação até aos 250khz e que após esta frequência temos uma curva de atenuação simétrica até próximo do 1mhz ponto em que o sinal passa para 0db (ou seja não há sinal).
Agora o mesmo teste com um condutor rígido de cobre 26 AWG com 15% de carbono. O teste diz-nos que a cura de atenuação teve inicio um pouco depois dos 250Khz e terminou um pouco mais á frente do 1mhz, ou seja nada de extraordinário.
Agora um condutor de cobre 24 AWG com 99.99% de pureza bem ao jeito audiofilo, então passamos a ter o inicio da curva de atenuação bem próxima dos 300khz e o seu final bem próximo já dos 2mhz.
Agora pela razão inversa um condutor de cobre solido 26AWG de baixa qualidade e com elevado numero de impureza e oxidação, e passamos a ter uma curva de atenuação apartir dos 100khz e que termina por volta dos 300khz.
Parecendo então diferenças assinaláveis é de salientar que o melhor condutor apresenta de facto uma curva de atenuação bem melhor que o pior de todos os restantes mas o que é facto é que mesmo nesse pior com oxidação e tudo a atenuação tem inicio nos 100khz, bem acima do que o nosso ouvido consegue sequer imaginar (18khz na melhor das hipóteses) e bem acima da capacidade de 99% dos tweeters das colunas.
Concluindo que então não há cabos de onde o seu material faça a diferença nos graves ou médios, fazem unicamente diferença nos agudos mas muito acima do que conseguimos sequer imaginar ouvir, portanto o material do cabo em si não faz qualquer tipo de diferença no espectro de frequências final obtido, vamos então esquecer as propagandas aos cabos de materiais esotéricos caríssimos que segundo os fabricantes ou na maioria das vezes segundo os vendedores ou revendedores, são anunciados como 2 ou mais vezes melhores condutores que o simples cobre porque mesmo no pior do cobres a atenuação obtida resultante em perda nas frequências mais altas se dá muito acima do audível.
Nesta primeira parte apenas se dá a focagem no material em si, claro que más soldas ou maus conectores ou interacções electromagnéticas pioram o resultado final, mas para já o que importou nesta primeira parte foi o material em si.
Orpheus.