Maverick
04-04-2005, 19:00
Continuando a minha saga sobre imagem, e depois de finalmente ter montado a tela na minha sala (quando puder tiro umas fotos), pude finalmente testar a minha mais recente aquisição : um cabo de componentes Belden 7710A.
Se calhar este já não é um tópico que interesse para muitos face à proliferação de ligações digitais, mas, quer para quem prefira a ligação analógica à digital (tenho encontrado uns poucos por aí), quer para quem só possa usar o analógico por limitação do display ou da fonte aqui seguem algumas observações que reflectem a minha opinião sobre o assunto.
Quando montei o sistema liguei o DVD por componentes usando o único cabo que cumpria com os meus requisitos: ter uma qualidade minimamente reconhecida, 6 condutores coaxiais (3 para componentes, 2 para S-Video e 1 para composto) e um diâmetro exterior inferior a 15 mm. Encontrei um que cumpria com os requisitos (a 10€/m) ao qual juntei fichas específicas para vídeo (10€ o par). O resultado foi bastante positivo mas confesso que, depois de tudo montado, depressa me assolou sistematicamente a dúvida se, com um cabo ao nível do resto do sistema, as coisas não seriam ainda melhores.
Existem muitos cabos por componentes e, infelizmente, os considerados de high-end, custam mais de 50€ o metro. Tendo em conta que eu precisava de 14 metros, estávamos a falar em , pelo menos, 700 € de cabo de componentes. Vi inclusivé algumas ofertas da Kimber que ficava em sensivelmente o dobro :snif:
Muito resumidamente, acabei por comprar um cabo Belden 7710A, com fichas da Canare dado como referência por alguns que o testaram e consideraram até melhor do que os referidos acima, mas a uma fracção do preço (para quem quiser saber, cerca 15€/m).
Indo agora ao objectivo deste post, devo dizer-vos que este cabo é fantástico e IMHO, prova, sem margem para dúvidas, duas coisas importantes:
- Existe um conjunto de factores essenciais na escolha de um bom cabo de componentes, nomeadamente a linearidade da impedância ao longo do cabo (75 Ohm), bom isolamento (resistência a EMF e outras interferências externas), e a impedância correcta dos terminais (75 Ohm);
- Não é necessária uma fortuna para ter um cabo que cumpra de forma soberba com estes requisitos, mas IMHO as marcas de topo insistem em por margens brutais neste tipo de equipamentos, quando não se justifica minimanente :nao:.
Há de facto uma diferença considerável entre estes dois cabos, principalmente no ruído de fundo e no detalhe da imagem, o que vai precisamente (e curiosamente) ao encontro do que a teoria explica: um cabo bem feito tem poucas perdas de sinal quer pela qualidade do próprio cabo (condutor, dielétrico, isolamento e construção), quer pelo match perfeito (ou próximo disso) da impedância do cabo com as fichas. As frequências mais altas são as mais susceptíveis às perdas, daí a perda de detalhe.
As fichas BNC da Canare são consideradas como uma referência e as suas homólogas em versão RCA (que uso no lado do Projector) têm uma impedância muito próxima dos 75 Ohm conforme desejado (a estrutura física das fichas RCA faz com que normalmente a impedância seja muito inferior a 75 Ohm o que compromete o acoplamento e produz reflexões, induzindo perdas, que são consideráveis para cabos maiores do que 3 metros). Para que o acoplamento entre o cabo e as fichas seja o melhor possível, o cabo não é soldado mas sim cravado com uma ferramenta especial para o efeito, garantindo assim que os 75 Ohm da impedância sejam mantidos extremo-a-extremo.
Resumindo, “cables do matter”, e para os que ainda se aventuram com plasmas ou PJ’s através da ligação analógica considerem bem o que compram para os ligar e tenham em conta os parâmetros que referi acima. Já vi cabos mid-end à venda cujas terminações estavam tão mal feitas e usavam RCA’s onde a sua construção tornava absolutamente impossível impedâncias superiores a 50 Ohm (quanto mais 75 Ohm) pelo que, se em cabos com 1 ou 2 m a qualidade não era muito comprometida, já para a ligação típica (> 6m) as diferenças são visíveis, face às perdas induzidas pela construção deficiente do cabo...
Mav
Se calhar este já não é um tópico que interesse para muitos face à proliferação de ligações digitais, mas, quer para quem prefira a ligação analógica à digital (tenho encontrado uns poucos por aí), quer para quem só possa usar o analógico por limitação do display ou da fonte aqui seguem algumas observações que reflectem a minha opinião sobre o assunto.
Quando montei o sistema liguei o DVD por componentes usando o único cabo que cumpria com os meus requisitos: ter uma qualidade minimamente reconhecida, 6 condutores coaxiais (3 para componentes, 2 para S-Video e 1 para composto) e um diâmetro exterior inferior a 15 mm. Encontrei um que cumpria com os requisitos (a 10€/m) ao qual juntei fichas específicas para vídeo (10€ o par). O resultado foi bastante positivo mas confesso que, depois de tudo montado, depressa me assolou sistematicamente a dúvida se, com um cabo ao nível do resto do sistema, as coisas não seriam ainda melhores.
Existem muitos cabos por componentes e, infelizmente, os considerados de high-end, custam mais de 50€ o metro. Tendo em conta que eu precisava de 14 metros, estávamos a falar em , pelo menos, 700 € de cabo de componentes. Vi inclusivé algumas ofertas da Kimber que ficava em sensivelmente o dobro :snif:
Muito resumidamente, acabei por comprar um cabo Belden 7710A, com fichas da Canare dado como referência por alguns que o testaram e consideraram até melhor do que os referidos acima, mas a uma fracção do preço (para quem quiser saber, cerca 15€/m).
Indo agora ao objectivo deste post, devo dizer-vos que este cabo é fantástico e IMHO, prova, sem margem para dúvidas, duas coisas importantes:
- Existe um conjunto de factores essenciais na escolha de um bom cabo de componentes, nomeadamente a linearidade da impedância ao longo do cabo (75 Ohm), bom isolamento (resistência a EMF e outras interferências externas), e a impedância correcta dos terminais (75 Ohm);
- Não é necessária uma fortuna para ter um cabo que cumpra de forma soberba com estes requisitos, mas IMHO as marcas de topo insistem em por margens brutais neste tipo de equipamentos, quando não se justifica minimanente :nao:.
Há de facto uma diferença considerável entre estes dois cabos, principalmente no ruído de fundo e no detalhe da imagem, o que vai precisamente (e curiosamente) ao encontro do que a teoria explica: um cabo bem feito tem poucas perdas de sinal quer pela qualidade do próprio cabo (condutor, dielétrico, isolamento e construção), quer pelo match perfeito (ou próximo disso) da impedância do cabo com as fichas. As frequências mais altas são as mais susceptíveis às perdas, daí a perda de detalhe.
As fichas BNC da Canare são consideradas como uma referência e as suas homólogas em versão RCA (que uso no lado do Projector) têm uma impedância muito próxima dos 75 Ohm conforme desejado (a estrutura física das fichas RCA faz com que normalmente a impedância seja muito inferior a 75 Ohm o que compromete o acoplamento e produz reflexões, induzindo perdas, que são consideráveis para cabos maiores do que 3 metros). Para que o acoplamento entre o cabo e as fichas seja o melhor possível, o cabo não é soldado mas sim cravado com uma ferramenta especial para o efeito, garantindo assim que os 75 Ohm da impedância sejam mantidos extremo-a-extremo.
Resumindo, “cables do matter”, e para os que ainda se aventuram com plasmas ou PJ’s através da ligação analógica considerem bem o que compram para os ligar e tenham em conta os parâmetros que referi acima. Já vi cabos mid-end à venda cujas terminações estavam tão mal feitas e usavam RCA’s onde a sua construção tornava absolutamente impossível impedâncias superiores a 50 Ohm (quanto mais 75 Ohm) pelo que, se em cabos com 1 ou 2 m a qualidade não era muito comprometida, já para a ligação típica (> 6m) as diferenças são visíveis, face às perdas induzidas pela construção deficiente do cabo...
Mav