Lowrider
12-04-2005, 17:27
Mas claro que o sistema merece comentários. A primeira impressão com que
se fica é que estamos perante um sistema com uma certa maturidade. O
som, a forma como se integra na sala, a ergonomia... não é um sistema
que se encontra em "teste" como um gajo está habituado a ver... O 106 e
o Perusio já disseram quase tudo. Aquilo que eu tenho a dizer tem
fundamentalmente a ver com o meu conceito de A/V, porque no fundo, é
esse o tipo de sistema que está em questão.
A altura em que o ouvi era uma má altura pois estava completamente
intoxicado pelo sistema do Vermeer. O sistema é bastante didáctico no
sentido em que se percebe o ganho de algumas opções como as Signum atrás
ou os subs... mas por outro lado, é practicamente impossível dissecar o
sistema. Um sistema com um Krell que não tinha o som estéril a que eu
estava habituado a ouvir ou o Belcanto que não tem uma assinatura
óbvia... as EA2 foram a única coisa que eu realmente consegui
reconhecer... talvez por imprimirem uma assinatura ao som, chamem-lhe
coloração se quiserem, mas que eu gosto. Eu sou um rapazinho de Sonus
Faber, por isso a minha opinião é suspeita... O Belcanto não foi
exactamente uma surpresa pois já tinha ouvido o amp do Michael em casa
do Vermeer e realmente foi interessante verificar novamente que há, de
facto, uma nova tecnologia de amplificação disponível! Uma lança em
África é aquele central porque não deve ter sido realmente pêra doce
encontrá-lo ou enquadrá-lo no sistema... com muita atenção, consegue-se
notar ocasionalmente um certo desvio da tonalidade das EA2, mas
realmente, o matching é notável... Estéticamente, há que reconhecer,
aquela "torre" é um desastre à espera de acontecer... Espero que isso
mude em breve porque o sistema enquadra-se muito bem na sala!!!
A surpresa foi talvez encontrar um sistema mais A do que V... é um
sistema para ouvir música em surround, quando eu esperaria algo mais
para a experiência video, que eu considero ser a mais interessante. Isto
não implica sacrificar o audio, como é óbvio. Ver (ouvir?) um DVD
musical tem a sua piada, mas não é aquilo que eu chamaria A/V no sentido
em que econtramos hoje, por exemplo, na Delmax, uma casa que já percebeu
onde está o interesse do A/V... Neste contexto o sistema funciona muito
bem. É muito difícil estar a apontar defeitos numa audição algo curta...
a minha referência era na altura o som do Vermeer e o Krell está
claramente a anos luz do Reymio... talvez seja esse o ponto negativo e
que eu sempre critico num sistema destes... não fiquei especialmente
convencido ou interessado no som surround. Por outro lado, um som
surround permite a imersão num conjunto de experiências que o sistema
não oferecia... Gostava do som mas sentia-me um bocado na terra de
nínguem, no sentido em que não reconhecia valor no sistema para o som
que estava a ouvir e por outro lado, aquilo onde o sistema podia ser
excepcional, não estava lá...
se fica é que estamos perante um sistema com uma certa maturidade. O
som, a forma como se integra na sala, a ergonomia... não é um sistema
que se encontra em "teste" como um gajo está habituado a ver... O 106 e
o Perusio já disseram quase tudo. Aquilo que eu tenho a dizer tem
fundamentalmente a ver com o meu conceito de A/V, porque no fundo, é
esse o tipo de sistema que está em questão.
A altura em que o ouvi era uma má altura pois estava completamente
intoxicado pelo sistema do Vermeer. O sistema é bastante didáctico no
sentido em que se percebe o ganho de algumas opções como as Signum atrás
ou os subs... mas por outro lado, é practicamente impossível dissecar o
sistema. Um sistema com um Krell que não tinha o som estéril a que eu
estava habituado a ouvir ou o Belcanto que não tem uma assinatura
óbvia... as EA2 foram a única coisa que eu realmente consegui
reconhecer... talvez por imprimirem uma assinatura ao som, chamem-lhe
coloração se quiserem, mas que eu gosto. Eu sou um rapazinho de Sonus
Faber, por isso a minha opinião é suspeita... O Belcanto não foi
exactamente uma surpresa pois já tinha ouvido o amp do Michael em casa
do Vermeer e realmente foi interessante verificar novamente que há, de
facto, uma nova tecnologia de amplificação disponível! Uma lança em
África é aquele central porque não deve ter sido realmente pêra doce
encontrá-lo ou enquadrá-lo no sistema... com muita atenção, consegue-se
notar ocasionalmente um certo desvio da tonalidade das EA2, mas
realmente, o matching é notável... Estéticamente, há que reconhecer,
aquela "torre" é um desastre à espera de acontecer... Espero que isso
mude em breve porque o sistema enquadra-se muito bem na sala!!!
A surpresa foi talvez encontrar um sistema mais A do que V... é um
sistema para ouvir música em surround, quando eu esperaria algo mais
para a experiência video, que eu considero ser a mais interessante. Isto
não implica sacrificar o audio, como é óbvio. Ver (ouvir?) um DVD
musical tem a sua piada, mas não é aquilo que eu chamaria A/V no sentido
em que econtramos hoje, por exemplo, na Delmax, uma casa que já percebeu
onde está o interesse do A/V... Neste contexto o sistema funciona muito
bem. É muito difícil estar a apontar defeitos numa audição algo curta...
a minha referência era na altura o som do Vermeer e o Krell está
claramente a anos luz do Reymio... talvez seja esse o ponto negativo e
que eu sempre critico num sistema destes... não fiquei especialmente
convencido ou interessado no som surround. Por outro lado, um som
surround permite a imersão num conjunto de experiências que o sistema
não oferecia... Gostava do som mas sentia-me um bocado na terra de
nínguem, no sentido em que não reconhecia valor no sistema para o som
que estava a ouvir e por outro lado, aquilo onde o sistema podia ser
excepcional, não estava lá...