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View Full Version : Super Spikes, Soundcare



Orpheus
28-12-2005, 17:26
É já do domínio dos audiófilos em comum a utilização de spikes , quer seja nos suportes, nos moveis dos hi-fi ou em outra qualquer parte do sistema.
Pois então que tomei conhecimento dos Super Spikes, devo dizer que fui atraído desde logo pelo seu tamanho, uma vez que são maiores que os spikes dos suportes das minhas colunas e eu pretendia subir ligeiramente o tweeter e pela funcionalidade acrescida de podermos arrastar o equipamento sem riscar o chão ou em caso de termos os discos de protecção depois não ser necessário pontaria ao nível da alta competição para tornar a colocar tudo au point.
Por questões de teste com os ditos, por precisar de seis para as colunas e serem vendidos em quantidades de quatro, mandei vir quatro para experimentar e claro está o subwoofer que é o que mais vezes movimento por questões de alterações e limpezas no rack , com a certeza que mesmo que o som não melhorasse , desde que não piorasse ficaria desde logo a ganhar com os argumentos anteriores, instalei-os.
Com a boa vontade do Augusto Quadros (Quadros e Ventura) que prontamente me enviou para cima os ditos passei à instalação dos ditos no meu Rel Strata III.
O conjunto dos Super Spikes é constituído pelos mesmos com rosca M8 no meu caso, também disponíveis em M6 e sem rosca para outras utilizações, é constituído também por uma útil chave que permite afinar e dar o aperto final e necessário à fêmea que prenderá para a eternidade aquela afinação e uns úteis autocolantes de veludo para pôr por baixo para rematar em total protecção.
Coloquei um disco e tudo estava na mesma, não notei nada de especial nem liguei, passados uns dias em audição a um disco de mostra da Label Blue notei que algo estava diferente, mas não tive muito tempo no momento e portanto não mexi em nada.
Tempos depois estava então a escutar musica e fiquei confuso, admito que fiquei, o grave tinha alterado isso foi instantâneo, mas humildemente de imediato admiti que não sabia bem como alterou, aliás foram precisos alguns dias e alguns discos conhecidos para chegar a uma conclusão.
Desta forma na altura calhou como abertura o mais que recomendável “New Moon Daughter “ da esplêndida Cassandra Wilson, um disco altamente recomendável por sinal, na segunda faixa em que os U2 emprestam a letra na música “Love is Blindness” o grave surgiu-me menos presente menos sentido, e eu que até gostava como estava comecei logo a equacionar a compra, mas não fiquei por ai, passei aos Dire Straits com o fantástico “Communiqué” com passagens obrigatórias pelas “Once Upon a Time in the West” , “News”, “Where do you think you’re going?” e “Folow Me Home” por serem a par do álbum das que mais requisitam o grave, passei pelos Tears For Fears na excelente compilação “The Universal Masters Collection” passando obrigatoriamente por “Break it Down Again” , “Badman’s Song”, “Swords and Knives” e "Woman in Chains" para um baixo mais rápido ao estilo pop com guitarras baixo eletricas e ao “Confessions of a Pop Group” dos saudosos The Style Council , uma abordagem cinquenta cinquenta entre o clássico e o pop grunge se é que me é permitida a ilação, mas com um grave débil da própria gravação com naturais tendências para surgir balofo e sem vida.
Em todos notei que de facto tinha perdido um pouco o balanço tonal no fim do espectro o que me fez passar à segunda fase, aproximei o sub um pouco mais da parede traseira, tal como anteriormente ganhei em volume mas perdi em qualidade, ficou mais balofo e mais sentido mas menos recortado e preciso, não era o caminho , voltou á posição inicial e subi o volume, começou então a aparecer algo que não ouvia, um sub grave que me estava escondido até então.
Daqui para a frente e depois de ter então ouvido algo que não conhecia e por poder subir o volume sem que o grave ficasse proeminente tive a sensação que de facto o tipo de construção dos Super Spikes era singular nesta aplicação.
Mantive esta afinação por bastantes dias, fiquei habituado e estava plenamente satisfeito com o resultado, ouvia de quando em vez coisas novas nos conhecidos álbuns que por cá habitam e isso faz-me sentir bem com as coisas.
Uma bela tarde de Domingo ao ouvir GNR e alguns álbuns de música que permita ler um Jornal ou uma revista , e porque tinha ficado sempre com a sensação que apesar do grave profundo ter ganho extensão e recorte de um modo audível o grave apartir da afinação parecia menos dinâmico, tive a ideia de subir na afinação do crossover , subi alguns Hz que antes me davam a sensação de estar a sobrepor com as colunas agora surgiam fortes , limpos e muito tonais, precisamente o “punch” que faltava e desta vez ainda maior, ao que concluo que naquela altura o subwoofer teria alguma ressonância naquelas frequências , frequência que com os Super Spikes desapareceu ficando somente a música.
Não me cansei de ouvir novamente os discos dos testes e tudo tinha ido ao seu lugar, estava lá tudo o que ouvia antes mas com mais força e agora também o grave profundo, nada mal para uns simples Spikes, escusado será dizer que depois de isto já não os tirei do sub, ficando-me a faltar novamente seis Super Spikes para os suportes das colunas.
Já tive também relatos de boas prestações nos suportes das colunas e até entre as colunas e os suportes, diferenças sonoras que obviamente não presenciei por não conhecer o som antes dos Super Spikes, mas diferenças estéticas assinalavelmente agradáveis por sinal, pena as minhas colunas não o permitirem.
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