View Full Version : "ELES ESTÃO DOIDOS" - António Barreto
el_raton
10-12-2007, 16:12
Não bastava querem o som transparente e asséptico, agora também querem tirar o gostinho à paparoca... :MrGreen:
"ELES ESTÃO DOIDOS" - crónica de António Barreto
A MEIA DÚZIA DE LAVRADORES que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e "petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
A SOLUÇÃO FINAL vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.
EM FRENTE À FACULDADE onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.
Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos.
Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido. Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas.
Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.
Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos.
Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
AS REGRAS, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.
Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.
No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta "produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.
TUDO ISTO, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
«Retrato da Semana» - «Público» de 25 de Novembro de 2007
Proponho uma rebelião civica. Mais depressa nos mata o Sócrates (que mania de lhe chamar Sócrates quando não é apelido mas nome proprio. Mas que dar um ar de filósofo, dá) que as bolas de praia que sempre comemos.
el_raton
10-12-2007, 16:37
E já agora toca a adicionar umas distorçõezinhas eufonicas a esse som... :MrGreen:
É por estas e por outras, que qualquer dia a unica coisa que se pode fazer, sem ter medo das autoridades é andar por ai aos tiros. O melhor é ficar por aqui, senão ainda nos encerram o forum e vamos todos a tribunal.
Messias
pjorgenunes
10-12-2007, 19:33
Ainda há pouco tempo a ASAR, desculpem ASAE :lalala:, fechou o café de uma vizinha minha. Por sinal a comida era fabulosa, era higiénico e a principal actividade era fazer comida para fora (que jeitaço dava para as festas...).
Argumento? Nem sei bem. Só sei que lhe pediram para fazer umas obras (a loja é alugada) e o custo era de 100.000,00€ (já perceberam como é que isto serve para dinamizar a economia 8)).
Resultado: Na ultima festa cá em casa ainda fiz um lombito de porco. O resto foi um encharcar de batatas fritas de pacote, fiambre, fritalhadas e 90% industrial :duh:
Salvé 8)
Ainda por cima tudo isto que querem acabar era mais ecológico que estas coisas todas plastificadas e industriais.
Controlar a higiene e a qualidade dos alimentos sim (por acaso nunca no passado vi as autoridades muito preocupadas com isso), agora isto é uma palhaçada... Mas a malta gosta é de Carnavais! :-P
el_raton
10-12-2007, 19:35
Nah, a malta gosta é do MCDONALDS! :'(
pjorgenunes
10-12-2007, 19:49
Nah, a malta gosta é do MCDONALDS! :'(
Nem o Ratatui tem futuro :MrGreen:
greytear
10-12-2007, 20:51
No seguimento do que o caro El_Raton partilhou, tomo igualmente a liberdade de partilhar convosco o panfletozinho que estava na minha caixa de correio. Tomei a liberdade de incluir algumas anotações, devidamente assinaladas:
"A nova lei de prevenção (1) do tabagismo entra em vigor no dia 1 de janeiro de 2008
(...)
Quais os locais onde não é permitido fumar?
Passa a ser proibido fumar nos serviços da Administração Pública, nos estabelecimentos de saúde e de ensino, bem como em espaços destinados a menores de 18 anos, locais de trabalho, meios de transporte, centros comerciais, estabelecimentos comerciais, estabeleciments de restauração, incluindo bares e discotecas, museus, bibliotecas, salas de espectáculo, recintos desportivos fechados, aeroportos, estações ferroviárias, marítimas e fluviais, recintos de feiras e exposições, parques de estacionamento cobertos e outros locais de atendimento directo ao público (2)
A Lei prevê excepções?
Sim, mas as excepções são excepções e não a regra (3). Não são obrigatórias. Podem não existir.
(...)
Quem fiscaliza o incumprimento destas medidas?
A fiscalização compete à ASAE e às forças policiais (4)
(...) "
Com o devido respeito pelos não fumadores, eis algumas considerações:
1) Prevenção "uma ova". A meu ver, esta é uma medida repressiva e não preventiva. Se o Estado Português está tão preocupado com a saúde dos seus ilustres cidadãos porque continua em laboração a Tabaqueira Nacional?
2)Sem prejuízo do lado estético do panfletinho, e tendo por base toda a consciência ambiental e toda a política para o desenvolvimento sustentável. tão em moda em todos os discursos, porque não reescrever uma frase tão longa, simplificando-a para: "É Proibido fumar em todo o lado menos ao ar livre...por enquanto"? A única justificação parece-me prender-se com o facto de, da forma como está escrito, dá um ar mais democrático (para nos fazer acreditar nos valores fundamentais da democracia....)
3) Os digníssimos foristas concordarão comigo: um deleite de poesia, esta. Uma verdade insofismável. Uma verdadeira mostra de lirismo....ou será que fui eu que li mal?
4) Aplaudo a delegação de poderes da fiscalização de incumprimentos. Só é pena que, apelando à Lei do Ruido, quando telefonei para a GNR da minha área de residência porque um fulano qualquer decidiu cortar lenha com a moto-serra às 5 da manhã de um Domingo e me afiançaram que iriam "dar conta da ocorrência", tudo tenha ficado, tão portuguesmente, em águas de bacalhau...
Peço desculpa se, de alguma forma, a minha opinião fere a susceptibilidade de algum(a) forista. É só um desabafo...e é Natal.
Agora, depois de assinar este post, vou deliciar-me, à varanda da minha casa, com o fumo do meu cigarro.
Com os meus melhores cumprimentos:
Luis
Editado, após fumar dois ou três cigarros e reflectir...
Olhando para o início do tópico, só me apraz pedir emprestadas algumas palavras:
"Até agora toda a história humana tem-se restringido a uma perpétua e sanguinária imolação de milhões de pobres seres humanos em homenagem a uma cruel abstracção -- Deus, país, poder do estado, orgulho nacional, direitos históricos, direitos jurídicos, liberdade política, interesse público"
el_raton
10-12-2007, 21:06
Quando fui a Pequim era proibido fumar na rua...não sei se essa lei ainda está em vigor. Claro que os únicos autuados deveriam ser os estrangeiros. :eheheh:
Moral da história, às 5 da manhã pode-se puxar de um cigarro em qualquer local público pois a lei irá "dar conta da ocorrência". :-X
Mellowship
11-12-2007, 20:49
Raios os partam! Eu vou desobedecer, sempre!!!
Medidas verdadeiramente estruturantes, onde estão? Igualdade social? Apoio à pequena economia? Aumento do emprego? Saúde e educação gratuítas e de qualidade?
Fazem tudo ao contrário...
el_raton
11-12-2007, 21:39
Saúde e educação gratuítas e de qualidade?
Esta era fácil de resolver: aumentava-se o IVA e o IRS e despedia-se a metade da função pública que não tem nada para fazer... :MrGreen:
el_raton
11-12-2007, 21:41
Editado, após fumar dois ou três cigarros e reflectir...
Olhando para o início do tópico, só me apraz pedir emprestadas algumas palavras:
"Até agora toda a história humana tem-se restringido a uma perpétua e sanguinária imolação de milhões de pobres seres humanos em homenagem a uma cruel abstracção -- Deus, país, poder do estado, orgulho nacional, direitos históricos, direitos jurídicos, liberdade política, interesse público"
Prefiro a "cidadania" dos Gregos. :huum:
Não era o "verdadeiro" Sócrates que dizia que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros? :huum:
pjorgenunes
11-12-2007, 21:49
Então mas o "nosso" Sócrates não é o verdadeiro ?! 8)
el_raton
11-12-2007, 21:58
Então mas o "nosso" Sócrates não é o verdadeiro ?! 8)
Também cá tivemos em tempos um Marlon Brandão e já conheci uma Lisa Minela... :-P
pjorgenunes
11-12-2007, 22:13
Inventámos a clonagem humana :o
greytear
11-12-2007, 22:33
Editado, após fumar dois ou três cigarros e reflectir...
Olhando para o início do tópico, só me apraz pedir emprestadas algumas palavras:
"Até agora toda a história humana tem-se restringido a uma perpétua e sanguinária imolação de milhões de pobres seres humanos em homenagem a uma cruel abstracção -- Deus, país, poder do estado, orgulho nacional, direitos históricos, direitos jurídicos, liberdade política, interesse público"
Prefiro a "cidadania" dos Gregos. :huum:
Não era o "verdadeiro" Sócrates que dizia que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros? :huum:
Caro El_Raton:
Pena é, que o conceito de liberdade, para além de subjectivo, pareça não ser intemporal....
No meio disto tudo, pergunto-me(-lhe)(-vos): o que é ser livre?
Saudações:
Luis
este tema esta a ficar " deep" :nao: :nao: :nao: :nao: :nao: :nao: :Yes: :Yes: :Yes: :Yes: :Yes:
el_raton
11-12-2007, 23:12
Caro El_Raton:
Pena é, que o conceito de liberdade, para além de subjectivo, pareça não ser intemporal....
No meio disto tudo, pergunto-me(-lhe)(-vos): o que é ser livre?
Saudações:
Luis
Ora aí está uma excelente pergunta. ;)
Penso que para além de inúmeros conceitos gerados por filósofos, políticos e grandes místicos também existe a nossa visão pessoal do que é a liberdade e que é fruto da interacção do nosso "eu" consciente com o meio em que crescemos...etc., etc., etc. Não sei responder. :naosei:
SergioRZ
11-12-2007, 23:24
Cigarros... comidas/bebidas... e que tal os "chulados" do costume? Os condutores!!! :eheheh:
Sob pretexto do mais hipócrita politicamente correcto, e com base na mais descarada manipulação estatística (da sinistralidade), cometem-se as maiores barbaridades contra os condutores e proprietários de automóveis deste país, limitando-nos gravemente a liberdade a que temos direito e metendo-nos as mãos nos bolsos frequentemente. Já para não falar das centenas ou milhares de tachos que já existem à nossa custa, desde cargos fictícios a associações inúteis que recebem subsídios avultados do Estado (ou seja, o nosso dinheiro).
É ir ver é ir ver... e divulgar!
http://radares50-80.blogspot.com/
el_raton
11-12-2007, 23:39
Cigarros... comidas/bebidas... e que tal os "chulados" do costume? Os condutores!!! :eheheh:
Sob pretexto do mais hipócrita politicamente correcto, e com base na mais descarada manipulação estatística (da sinistralidade), cometem-se as maiores barbaridades contra os condutores e proprietários de automóveis deste país, limitando-nos gravemente a liberdade a que temos direito e metendo-nos as mãos nos bolsos frequentemente. Já para não falar das centenas ou milhares de tachos que já existem à nossa custa, desde cargos fictícios a associações inúteis que recebem subsídios avultados do Estado (ou seja, o nosso dinheiro).
É ir ver é ir ver... e divulgar!
http://radares50-80.blogspot.com/
É caso para dizer: matem-se, esfolem-se, mas não se magoem... :eheheh:
Francesco Zappa
12-12-2007, 00:37
Pena é, que o conceito de liberdade, para além de subjectivo, pareça não ser intemporal....
No meio disto tudo, pergunto-me(-lhe)(-vos): o que é ser livre?
Epá, agora fizeste-me lembrar o Dylan:
Ah, my friends from the prison, they ask unto me,
"How good, how good does it feel to be free?"
And I answer them most mysteriously,
"Are birds free from the chains of the skyway?"
SergioRZ
12-12-2007, 09:08
"There is no spoon"... ;)
vinilsuporter
12-12-2007, 09:09
A propósito de condutores "chulados":
pelo decreto lei aprovado há já algum tempo, quem fizer 50 anos a partir de 1 de janeiro de 2008 vai ser obrigado a renovar a carta de condução (que é o meu caso). e tem de começar a tratar do assunto com 6 meses de antecedência. a penalização é a efectivação de novo exame de condução para os mais distraídos que se deixem estar 3 anos sem o fazer para além do limite estabelecido.
quem já fez agora só aos 60 vai ter de a renovar.
ora bota lá 24 euros + custo da papelada + 2 fotos se for tratado pelo próprio na DGV.
para tratar do assunto o ACP leva 35 euros e a escola de condução onde tirei a carta queria 50 euros. tudo ganha minha gente como diz o amigo brazuca. para alterar o código postal da morada da carta (foi alterado pelos correios de forma unilateral) eu teria de pagar mais 12 euros, pelo que mantive o código postal anterior, ela vem cá ter na mesma a casa.
como dizia o humorista badaró "ó abreu dá cá o meu"....
quanto à proibição de fumar, podiamos estar aqui anos a discutir o assunto que não chegariamos a conclusão definitiva nenhuma, já basta ver a polémica que se instalou nos nuestros hermanos.
el_raton
12-12-2007, 09:22
A propósito de condutores "chulados":
pelo decreto lei aprovado há já algum tempo, quem fizer 50 anos a partir de 1 de janeiro de 2008 vai ser obrigado a renovar a carta de condução (que é o meu caso). e tem de começar a tratar do assunto com 6 meses de antecedência. a penalização é a efectivação de novo exame de condução para os mais distraídos que se deixem estar 3 anos sem o fazer para além do limite estabelecido.
quem já fez agora só aos 60 vai ter de a renovar.
ora bota lá 24 euros + custo da papelada + 2 fotos se for tratado pelo próprio na DGV.
para tratar do assunto o ACP leva 35 euros e a escola de condução onde tirei a carta queria 50 euros. tudo ganha minha gente como diz o amigo brazuca. para alterar o código postal da morada da carta (foi alterado pelos correios de forma unilateral) eu teria de pagar mais 12 euros, pelo que mantive o código postal anterior, ela vem cá ter na mesma a casa.
como dizia o humorista badaró "ó abreu dá cá o meu"....
Isso é que é chulisse da grossa...
aemarques
13-12-2007, 09:48
Sou a favor da ASAE e contra a nova lei do tabaco PORQUE É DEMASIADO BRANDA.
1. A ASAE faz em Portugal aquilo que congéneres suas fazem por esse mundo CIVILIZADO desde HÁ ANOS (décadas...) a esta parte. Ou seja, acabar com a impunidade quase total que existia no sector da hotelaria. Há excessos de zelo? Provavelmente. Estamos melhor agora do que há dois anos? De certeza que sim (não é a minha opinião, é a constatação de um facto).
Não confundamos rebaldaria e impunidade com "tradição", falta de higiene com "caseiro".
O que a ASAE faz, em 99% dos casos é apenas FAZER CUMPRIR LEIS QUE SEMPRE EXISTIRAM MAS QUE APENAS FAZÍAMOS DE CONTA QUE CUMPRÍAMOS. (nota de rodapé: não é diferente do que está - finalmente - a fazer a máquina fiscal, fazendo cumprir a lei e sem necessitar de novas leis para recuperar receitas que apenas ALGUNS pagavam, eu incluído).
Os verdadeiramente BONS restaurantes não irão encerrar.
2. A lei do tabaco. É uma má lei, é verdade, mas porque peca por defeito. Caros fumadores: querem fumar? Excelente. Façam-no onde não chateiem os outros. TENHO O DIREITO A COMER FORA SEM TER DE RESPIRAR O FUMO DOS OUTROS - E OS MEUS FILHOS TAMBÉM.
E reservar áreas dentro de recintos fechados para os fumadores nada resolve, porque a atmosfera rapidamente fica cheia de fumo.
O problema da lei é a seguinte: continua a considerar que não fumar é uma excepção, quando o que acontece é precisamente o contrário, pois 75% da população portuguesa não fuma.
3. Ah, é verdade, e já que estamos a falar em medidas impopulares: num país como Portugal, onde cerca de 1000 (leram bem, mil) pessoas por ano morrem nas estradas, os radares e a fiscalização do excesso de velocidade só são errados porque são poucos (os radares) e casuísticas (as fiscalizações).
el_raton
13-12-2007, 10:21
Tokyo:
http://static.flickr.com/50/132328701_e3cd8b9dee_o.jpg
greytear
13-12-2007, 10:48
Meu Caro e Ilustre AeMarques:
Felizmente para os tempos que correm que todos ainda podem dar a sua opinião e conviver, apesar das disparidades entre as mesmas, de uma forma salutar e civilizada.
Não quero, de forma alguma, chamar-lhe a atenção para o valor da educação (ou do respeito), os quais, se de facto existissem e estivessem inculcados enquanto valores e atitudes nos nossos concidadãos, tornariam desnecessário este acto de legislar repressivamente (há que chamar as coisas pelos nomes....).
Não vou retorquir quanto aos seus argumentos a favor da ASAE. Concordo em absoluto com as suas asserções: tradição não implica rebaldaria e impunidade, nem tão-pouco falta de higiene deve ser confundida com "tradição". Não posso, todavia, deixar de lhe perguntar se alguma vez teve conhecimento de uma investida (novamente, há que chamar as coisas pelos nomes) em GRANDES superfícies comerciais (isto é, de Jumbo para cima...que os pequenitos modelos só servem para encher a vista).
Falando no tabaco e na sua lei de repressão, é certo que o meu Caro tem todo o direito de comer fora sem ter de respirar o fumo dos outros. Há uns anos, quando, num restaurante onde se podia fumar, achei por bem perguntar ao casal que estava ao lado se os molestaria se fumasse e me responderam que sim, não fiz qualquer escândalo, não acendi o cigarro e fumei-o na rua, logo após a porta do mesmo. Nesta altura, o meu caro estará a pensar: "QUAL É O PROBLEMA DESTE GAJO, ENTÃO?". Nenhum, meu caro. Apenas dois ou três detalhes menores que o Senhor, com certeza porque ao afirmar "TENHO O DIREITO A COMER FORA SEM TER DE RESPIRAR O FUMO DOS OUTROS - E OS MEUS FILHOS TAMBÉM." mo deu a entender, não considerou e, portanto, tomo a liberdade de os partilhar consigo:
a) Eu também gostava de ter o direito - e com certeza que o/a meu/minha filho/a que há-de nascer também - que as grandes chaminés industriais não gritassem para o ar aquele lamento espesso, que ascende pelo céu acima e que, com certeza, não faz bem nenhum.
b) Sendo certo que comer uma refeição num ambiente empestado de fumo é desagradável (eu também não gosto, e sou fumador), pergunto-lhe: quantas vezes o meu caro, educadamente, pediu ao fumador ao seu lado que, em respeito da sua saúde e da dos seus fihos, não fumasse? Com certeza, poucas. Compreendo assim que talvez seja do seu entender usar uma lei (repressiva), porque assim não precisamos de apelar ao respeito e à educação.
c)Proponho-lhe imaginar a seguinte situação: suponha que um fumador está num aeroporto, em espera de um vôo de ligação (pode ser o aeroporto de Newark, para tornar a situação quase real). Como sabe, nos EUA, não há smoking points nos aeroportos, pelo que o fumador, ansioso por um cigarro (decerto o meu caro não conhece a sensação, mas vamos consderar que é mais ou menos semelhante áquela "falta" que sente de um café: primeiro é leve e chega ao ponto em que tem MESMO que ser, porque o corpo pede...) só tem uma coisa a fazer: saír do aeroporto, fumar o cigarro, voltar a passar pelo processo de check-in [voltar a ver ser-lhe confiscado um isqueiro, se por acaso o tiver, mas ficar à vontade com uma caixa de fósforos na sua posse] e....
...e enquanto disso, o Senhor AeMarques, que seria (por hipótese) meu companheiro de viagem, vê a partida do vôo atrasar-se porque falta um passageiro (que está a descalçar-se, por as moedas e afins no tabuleirinho, casaco, etc., etc.,etc). Tenho a certeza que pensaria "que mal tinha terem posto um smokingpointzito ali ao lado, para o gajo poder fumar à vontade e não me obrigar a chegar atrasado....até porque já tenho 8 ou 9 horas de vôo em cima". "Pois é", responder-lhe-ia eu nessa hipotética situação - "eu também".
d) se somos todos contra os fundamentalismos (acho eu), acho no mínimo estranho, que compactuemos com um. Pior mesmo era voltarmos um bocadinho mais atrás na história, quando havia (mais) cumplicidade entre a Igreja e o Estado e criarmos o 11º mandamento - "não fumarás em lado nenhum". Por consequência, voltaríamos também áquela velha história da licença de isqueiro...
Queira, pois, o Sr. AeMarques desculpar-me se, de alguma forma, o(s) meu(s) escrito(s), de alguma forma, feriram a sua susceptibilidade. De todas as formas, peço-lhe que se lembre do magnífico fim de tarde que passámos (eu, o Stuyvesant, o Audiolover e o Tube_Dude) no Sheraton, aquando do High-End Show, em que três de nós fumámos e o Senhor não se sentiu minimamente incomodado, ou, pelo menos, não o demonstrou.
Receba os meus mais cordiais e respeitosos cumprimentos:
Luis
SergioRZ
13-12-2007, 10:55
3. Ah, é verdade, e já que estamos a falar em medidas impopulares: num país como Portugal, onde cerca de 1000 (leram bem, mil) pessoas por ano morrem nas estradas, os radares e a fiscalização do excesso de velocidade só são errados porque são poucos (os radares) e casuísticas (as fiscalizações).
Ui, que calamidade... vamos todos fugir e deixar de andar de carro :eheheh:
Se é verdade que morreram em Portugal 850 pessoas por acidentes de viação em 2006 é também verdade que morreram por exemplo:
- 910 por suicídio
- 3.000 por erro médico
- 1.500 por cancro da próstata
- 3.500 por cancro do colon
- 36.500 por doenças do aparelho circulatório
- 2.200 por outras causas externas
Muitas destas mortes podiam ter sido prevenidas e devem ser tão lamentadas quanto aquelas que resultam de acidentes na estrada.
Será que os 106.000 falecidos que não morreram por acidente de viação são portugueses de segunda ?
Se cada português ingerisse menos um grama de sal por dia poderiam evitar-se 2640 mortes por ano.
No Brasil, são 40 mil mortes anuais e 500 mil feridos (dados oficiais)... e é um dos países com mais radares do mundo! Pelos vistos resulta bem isso...
Um estudo inédito estima que em Portugal morram mais pessoas por falhas médicas do que por sida ou em acidentes nas estradas.
Em Lisboa, desde que instalaram os famosos 21 radares, e até este momento, já houve mais mortos e feridos do que no ano anterior... mas calma, ainda nem acabou o ano!
Só no primeiro semestre deste ano, 49 pessoas morreram e 456 ficaram feridas em acidentes com carros sem o seguro obrigatório. São dados do Fundo de Garantia Automóvel. Só no primeiro semestre de 2007, foram abertos mais de 2800 processos a acidentes com automóveis sem seguro. Entre eles, estão 186 casos de contramão e 36 atropelamentos. Nem queiras saber o número de carros apanhados em que o condutor não tem carta de condução... são às carradas. Mas não, o que interessa é instalar radares milagrosos que resolvem todos os problemas!
É por causa do histerismo e da hiperbolização do suposto problema terrível, inédito, inesperado, e exclusivo dos portugueses, da sinistralidade, que se fazem coisas tipo este enorme disparate:
Vão encher (literalmente) a Baixa de Lisboa com lombas... daquelas amarelas, altas, "bónitas"... Estamos a falar de um local onde em 2006, no ano INTEIRO, houve 9 acidentes, e ZERO mortos.
Alguém vai ganhar $$$ com isso. Utilidade pública = 0 Chatear a cabeça aos condutores? Claro!
Nas 10 artérias com maior nº de atropelamentos em Lisboa, sabes quentos mortos houve em 2006? .... 1 ... 1 morto! Epah, é uma situação catastrófica!
Oh aemarques... para o peditório da histeria da guerra civil nas estradas e outros chavões de marketing da ACAM e companhia, já dei... já não há paciência..
el_raton
13-12-2007, 11:10
O que importa saber é quantas dessas mortes na estrada se devem a causas outras que não a irresponsabilidade do condutor.
Este ano tive o meu primeiro acidente grave.
Viajava com os meus patrões, no banco de trás, e por me sentir inseguro com a condução irresponsável de que comandava coloquei o cinto: e, voilá, estou aqui vivinho para contar.
Viajavamos a 180, já de noite, a chegar a Aveiras, com alguma densidade de viaturas. Acenderam-se uns stops (mas a velociade não se reduziu), de repente um carro atravessado na faixa da esquerda, as outras faixas impedidas...
BAM
O tipo em quem batemos, um 206, rolou duas vezes até ao cimo de um barranco... Arranquei a pega, partir as costas do assento do condutor com uma joelhada.
O meu chefe diz que a culpa não é dele, mas do estupido que depois de se desviar do carro atravessado parou e ficou a obstruir a via. Esquece-se de que a lei (que existe para que possamos viver uns com os outros sem grandes atritos) diz que a velocidade ideal é a adequada às condições do momento - batemos a 140. O pior é que o tipo que se atravessou estava drogado ou bebado ou nem tinha carta e a seguradora dele responsabilizou-se. Deu razão ao meu chefe.
Afinal só parti duas costelas, de que é que me estou a queixar.
P.S.: Nunca bati em ninguém, nunca me despistei, nunca ninguém me bateu (também é importante, pois um bom condutor está atento, ou seja, antecipa as situações de perigo). Ah, e não fumo :MrGreen:
aemarques
13-12-2007, 11:17
Falando no tabaco e na sua lei de repressão, é certo que o meu Caro tem todo o direito de comer fora sem ter de respirar o fumo dos outros. Há uns anos, quando, num restaurante onde se podia fumar, achei por bem perguntar ao casal que estava ao lado se os molestaria se fumasse e me responderam que sim, não fiz qualquer escândalo, não acendi o cigarro e fumei-o na rua, logo após a porta do mesmo. Nesta altura, o meu caro estará a pensar: "QUAL É O PROBLEMA DESTE GAJO, ENTÃO?". Nenhum, meu caro. Apenas dois ou três detalhes menores que o Senhor, com certeza porque ao afirmar "TENHO O DIREITO A COMER FORA SEM TER DE RESPIRAR O FUMO DOS OUTROS - E OS MEUS FILHOS TAMBÉM." mo deu a entender, não considerou e, portanto, tomo a liberdade de os partilhar consigo:
a) Eu também gostava de ter o direito - e com certeza que o/a meu/minha filho/a que há-de nascer também - que as grandes chaminés industriais não gritassem para o ar aquele lamento espesso, que ascende pelo céu acima e que, com certeza, não faz bem nenhum.
b) Sendo certo que comer uma refeição num ambiente empestado de fumo é desagradável (eu também não gosto, e sou fumador), pergunto-lhe: quantas vezes o meu caro, educadamente, pediu ao fumador ao seu lado que, em respeito da sua saúde e da dos seus fihos, não fumasse? Com certeza, poucas. Compreendo assim que talvez seja do seu entender usar uma lei (repressiva), porque assim não precisamos de apelar ao respeito e à educação.
Caro Luis,
Não me vou dar ao trabalho de retorquir relativamente às suas restantes opiniões - dava demasiado trabalho e não estou com muita paciência...
Contudo, não posso deixar de passar estas suas duas ou três diatribes que, como as restantes, de resto, partem de princípios errados.
Este é típico dos fumadores:
"a) Eu também gostava de ter o direito - e com certeza que o/a meu/minha filho/a que há-de nascer também - que as grandes chaminés industriais não gritassem para o ar aquele lamento espesso, que ascende pelo céu acima e que, com certeza, não faz bem nenhum."
Pelos vistos, o "argumento" é o seguinte: como há muita poluição fabril, por maioria de razão, eu posso fumar à vontade.
Pois, meu caro, relativamente à poluição fabril (e a dos automóveis, já agora), eu não posso fazer nada, pelo menos de forma directa e imediata; quanto a fumarem para cima de mim, o caso já muda de figura...
Pior, é o seu argumento seguinte:
"b) Sendo certo que comer uma refeição num ambiente empestado de fumo é desagradável (eu também não gosto, e sou fumador), pergunto-lhe: quantas vezes o meu caro, educadamente, pediu ao fumador ao seu lado que, em respeito da sua saúde e da dos seus fihos, não fumasse? Com certeza, poucas. Compreendo assim que talvez seja do seu entender usar uma lei (repressiva), porque assim não precisamos de apelar ao respeito e à educação."
Pois é, meu caro. Não será certamente o seu caso (espero eu), mas FREQUENTEMENTE PEÇO AOS FUMADORES QUE NÃO FUMEM, PRECISAMENTE QUANDO ESTOU COM OS MEUS FILHOS. E a resposta é, 9 em cada 10 vezes, de uma má criação que me escuso aqui de repetir. Já se chegou ao ponto de ameaçarem fisicamente a minha mulher (que também chamou a atenção para o facto).
Pior: se alguém que está numa mesa ao meu lado (mesa que eu escolhi depois de verificar que ninguém estava a fumar à minha volta) me vê com os meus filhos (é difícil não ver, são três e de vários tamanhos e feitios) e mesmo assim não tem a educação suficiente para evitar fumar para cima de nós (eu, a minha mulher, os meus filhos), de facto de pouco vale eu pedir o que quer que seja...
Finalmente, sobre os vários fumadores no high-end show e o facto de eu não me ter queixado: quando nos faltam argumentos, vale tudo, de facto. ESTÁVAMOS AO AR LIVRE, NA VARANDA DO ÚLTIMO ANDAR DE UM HOTEL! Ah, é verdade, e eu não levava os meus filhos...
aemarques
13-12-2007, 11:19
Esquece-se de que a lei (que existe para que possamos viver uns com os outros sem grandes atritos) diz que a velocidade ideal é a adequada às condições do momento - batemos a 140.
Está tudo dito, de facto...
Esquece-se de que a lei diz que a velocidade ideal é a adequada às condições do momento DENTRO DOS LIMITES DE VELOCIDADE! que, no caso, era de 120. Duh...
aemarques
13-12-2007, 11:21
Ui, que calamidade... vamos todos fugir e deixar de andar de carro :eheheh:
Se é verdade que morreram em Portugal 850 pessoas por acidentes de viação em 2006 é também verdade que morreram por exemplo:
- 910 por suicídio
- 3.000 por erro médico
- 1.500 por cancro da próstata
- 3.500 por cancro do colon
- 36.500 por doenças do aparelho circulatório
- 2.200 por outras causas externas
Pois é, também já dei para este peditório. É o "argumento" igual ao da poluição das fábricas e dos fumadores. Como há outras coisas piores, esta é irrelevante. :zzzz:
Caro António, apesar de os não fumadores acharem que o único meio de poluição do ambiente é o fumo, concordarás certamente que não. Há a poluição sonora e visual, que uma mais do que outra afcetam a saúde dos restantes.
Assim, e se falas como escreves, gostaria de te perguntar qual seria a tua reacção se eu, sentado na mesa ao lado da tua num qualquer restaurante, te pedisse que FALASSES MAIS BAIXO?
Já para não falar na poluição visual, visto que para mim, o restaurante ideal era aquele em que só houvesse gente bonita, mulheres no meu caso.
Ora tu também não entras nesta definição, será legitimo que se barre a entrada?
Como vês, ir aos extremos é fácil e há exemplos para tudo, claro que a poluição visual é mais uma parvoíce do que outra qualquer mas a poluição sonora não. Tem consequências para a saúde pública. Lembra-te disso cada vez que entrares num restaurante. 8)
el_raton
13-12-2007, 11:40
É escusado chamares feio ao homem. ;D
Caro António, apesar de os não fumadores acharem que o único meio de poluição do ambiente é o fumo, concordarás certamente que não. Há a poluição sonora e visual, que uma mais do que outra afcetam a saúde dos restantes.
Assim, e se falas como escreves, gostaria de te perguntar qual seria a tua reacção se eu, sentado na mesa ao lado da tua num qualquer restaurante, te pedisse que FALASSES MAIS BAIXO?
Já para não falar na poluição visual, visto que para mim, o restaurante ideal era aquele em que só houvesse gente bonita, mulheres no meu caso.
Ora tu também não entras nesta definição, será legitimo que se barre a entrada?
Como vês, ir aos extremos é fácil e há exemplos para tudo, claro que a poluição visual é mais uma parvoíce do que outra qualquer mas a poluição sonora não. Tem consequências para a saúde pública. Lembra-te disso cada vez que entrares num restaurante. 8)
Em teoria tens razão...
Mas o fumo do tabaco afecta a saúde (e aqui até concedo) muito mais do que a poluição visual, e a poluição sonora num restaurante nunca será mais grave do que o volume a que ouves música. ;)
Além disso o fumo perturba uma faculdade fisiológica que é a respiração (mesmo um fumo que não seja nocivo).
Imagina antes que alguém vomitava para dentro dos teus pulmões (perturbaria a respiração, bem também não faria, e o cheiro seria igualmente incómodo) :eheheh:
movie_fan
13-12-2007, 11:45
Eh pá, sempre achei os japoneses uns tipos inteligentes. 8)
Tokyo:
http://static.flickr.com/50/132328701_e3cd8b9dee_o.jpg
SergioRZ
13-12-2007, 11:59
Ui, que calamidade... vamos todos fugir e deixar de andar de carro :eheheh:
Se é verdade que morreram em Portugal 850 pessoas por acidentes de viação em 2006 é também verdade que morreram por exemplo:
- 910 por suicídio
- 3.000 por erro médico
- 1.500 por cancro da próstata
- 3.500 por cancro do colon
- 36.500 por doenças do aparelho circulatório
- 2.200 por outras causas externas
Pois é, também já dei para este peditório. É o "argumento" igual ao da poluição das fábricas e dos fumadores. Como há outras coisas piores, esta é irrelevante. :zzzz:
Não tem nada a ver... essa é uma interpretação abusiva e desinteressada do que escrevi. Toma atenção e certamente percebes que o argumento usado é o da relativização do problema face a outros problemas muito mais graves, muito mais nocivos, muito maiores na dimensão, e que podiam ser muito mais combatidos. Mas como não dão $$$ nem tachos, ficam esquecidos.
Não é "como há coisas piores podemos fazer estas"... até porque eu não defendo que se faça nada... o que defendo é que se apliquem os recursos onde são precisos!
Não só há muitos outros problemas mais urgentes, como na sua maioria seriam mais fáceis de resolver, gastando menos recursos ($$$) e, principalmente, sem amputar as liberdades de terceiros!
O inexistente problema da sinistralidade, que é mesmo uma inexistência de tão pequeno e ridículo, é amplamente divulgado e ampliado artificialmente, porque há muita gente a viver á conta da suposta prevenção rodoviária.
É apenas isso. Só não vê quem não quer...
Ricardo estás a confundir poluição sonora com SPL.
Mesmo que o teu sistema esteja a debitar o mesmo SPL do que uma chávena a cair em cima de outras tantas no lavatório, tu continuas a achar que o teu sistema toca bem e que o barulho da chávena era evitável.
O mesmo acontece para aquelas gralhas da mesa ao lado que insistem em descarregar as feromonas de uma maneira estridente e irritante.
el_raton
13-12-2007, 12:06
Sérgio,
Só tens razão num ponto: a caça à multa.
O que é que acontece quando um edifício não cumpre o projecto/regulamento e é embargado?
A. O proprietário é multado e obrigado a reconstruir de acordo com o projecto.
B. O proprietário é multado e pode continuar a incumprir a lei.
Adivinhem qual é a resposta certa?
O mesmo se deveria passar com os condutores irresponsáveis: pagar a multa e ficar sem carta e em caso de danos para o estado (leia-se todos os cidadãos contribuintes) o carro reverteria para nós.
Simples, e eficaz.
el_raton
13-12-2007, 12:10
Ricardo estás a confundir poluição sonora com SPL.
Mesmo que o teu sistema esteja a debitar o mesmo SPL do que uma chávena a cair em cima de outras tantas no lavatório, tu continuas a achar que o teu sistema toca bem e que o barulho da chávena era evitável.
Diz isso aos teus vizinhos... :eheheh:
O mesmo acontece para aquelas gralhas da mesa ao lado que insistem em descarregar as feromonas de uma maneira estridente e irritante.
O Pato (desculpa tratar-te assim mas ainda não fomos apresentados ;D), eu compreendo-te perfeitamente. Se o meu filho faz uma birra num restaurante eu saio. Quantos tuguinhas fazem o mesmo?
P.S.: Saio, mas deixo lá o puto aos berros... :devil:
(...)O Pato (desculpa tratar-te assim mas ainda não fomos apresentados ;D), eu compreendo-te perfeitamente. Se o meu filho faz uma birra num restaurante eu saio. Quantos tuguinhas fazem o mesmo?
P.S.: Saio, mas deixo lá o puto aos berros... :devil:
Temos tanto em comum... :MrGreen:
BTW, quando é que se ouve essas máquina fabulosas chez toi? Podiamos trocar visitas, agora tenho lá um amp simpático.
aemarques
13-12-2007, 12:33
O inexistente problema da sinistralidade, que é mesmo uma inexistência de tão pequeno e ridículo, é amplamente divulgado e ampliado artificialmente, porque há muita gente a viver á conta da suposta prevenção rodoviária.
Pelo contrário. Morre tanta gente em Portugal que até deixou de ser notícia. De facto, cego 8) é mesmo o que não quer ver.
Ainda bem que não conheces ninguém, nem amigo, nem familiar, que tenha morrido estupidamente na estrada. És um felizardo. Infelizmente, não é o caso de muitos de nós.
Fiquem bem. Continuem a conduzir à velocidade que vos dá mais jeito e a fumar para cima dos outros - já agora, em restaurantes que não foram (ainda) fechados pela ASAE mas que foi só porque ainda não houve tempo para isso.
Não vou voltar a esta thread, nem para ver, nem para postar.
greytear
13-12-2007, 13:03
Caríssimo:
Agradeço-lhe pela forma tão cordial com que me demonstrou a sua falta de paciência para a discussão salutar e o intercâmbio de ideias (e não de galhardetes).
"a) Eu também gostava de ter o direito - e com certeza que o/a meu/minha filho/a que há-de nascer também - que as grandes chaminés industriais não gritassem para o ar aquele lamento espesso, que ascende pelo céu acima e que, com certeza, não faz bem nenhum."
Pelos vistos, o "argumento" é o seguinte: como há muita poluição fabril, por maioria de razão, eu posso fumar à vontade.
Pois, meu caro, relativamente à poluição fabril (e a dos automóveis, já agora), eu não posso fazer nada, pelo menos de forma directa e imediata; quanto a fumarem para cima de mim, o caso já muda de figura...
Quanto aos automóveis, claro que pode: é só esperar que haja uma Leizinha e invocá-la. Como em Londres, em que a circulação automóvel para o interior da cidade é altamente selectiva. Quanto ao fumo das fábricas, e que tal a quantidade de papel que foi usado para redigir o protocolo de Kioto?
Pois é, meu caro. Não será certamente o seu caso (espero eu), mas FREQUENTEMENTE PEÇO AOS FUMADORES QUE NÃO FUMEM, PRECISAMENTE QUANDO ESTOU COM OS MEUS FILHOS. E a resposta é, 9 em cada 10 vezes, de uma má criação que me escuso aqui de repetir. Já se chegou ao ponto de ameaçarem fisicamente a minha mulher (que também chamou a atenção para o facto).
Pior: se alguém que está numa mesa ao meu lado (mesa que eu escolhi depois de verificar que ninguém estava a fumar à minha volta) me vê com os meus filhos (é difícil não ver, são três e de vários tamanhos e feitios) e mesmo assim não tem a educação suficiente para evitar fumar para cima de nós (eu, a minha mulher, os meus filhos), de facto de pouco vale eu pedir o que quer que seja...
Nesse ponto, o meu Ilustre AeMarques dá-me razão: não é a lei que vai tornar or cidadãos mais bem-educados. Culpe a falta de educação, culpe a falta de respeito, ou a falta de "chá", como comummente se lhe chama, mas não caia na repressão.
Finalmente, sobre os vários fumadores no high-end show e o facto de eu não me ter queixado: quando nos faltam argumentos, vale tudo, de facto. ESTÁVAMOS AO AR LIVRE, NA VARANDA DO ÚLTIMO ANDAR DE UM HOTEL! Ah, é verdade, e eu não levava os meus filhos...
É um facto. Estávamos numa varanda. Estávamos ao ar livre. Mesmo sendo três pessoas a fumar a menos de dois metros da Sua pessoa, o "ar livre" ocupou-se da ventilação. Ventilação que, pelo que o Distinto AeMarques escreveu, não parece funcionar, mesmo em recintos fechados.
Por último, e não querendo abusar da sua boa-vontade e paciência para a leitura dos meus escritos, resta-me subverter a questão: e se eu apelasse ao meu direito à imagem para o ter impedido de "nos" fotografar na Varanda do Sheraton, no High-End Show, quando o meu caro não se fez rogado de tirar uns quantos shots sem nos ter perguntado se nos importávamos que o fizesse?
Nesse ponto, o artigo 79 do Código Civil, também "dita" algumas "regras", mas estou certo que o meu caro AeMarques me referirá, e muito bem, o direito à liberdade de informação. Daí que, como vê, acaba por ser uma matéria onde o que deve imperar, a meu ver, é a educação e o respeito....ao invés de n+1 leis.
Receba os meus mais cordiais cumprimentos:
Luis
el_raton
13-12-2007, 13:06
Nesse ponto, o meu Ilustre AeMarques dá-me razão: não é a lei que vai tornar or cidadãos mais bem-educados. Culpe a falta de educação, culpe a falta de respeito, ou a falta de "chá", como comummente se lhe chama, mas não caia na repressão.
O que é que acontece quando os pais não educam e o estado não "educa"?
Temos esta bela à beira mar plantada anarquia :MrGreen:
SergioRZ
13-12-2007, 14:18
O inexistente problema da sinistralidade, que é mesmo uma inexistência de tão pequeno e ridículo, é amplamente divulgado e ampliado artificialmente, porque há muita gente a viver á conta da suposta prevenção rodoviária.
Pelo contrário. Morre tanta gente em Portugal que até deixou de ser notícia. De facto, cego 8) é mesmo o que não quer ver.
Ainda bem que não conheces ninguém, nem amigo, nem familiar, que tenha morrido estupidamente na estrada. És um felizardo. Infelizmente, não é o caso de muitos de nós.
Fiquem bem. Continuem a conduzir à velocidade que vos dá mais jeito e a fumar para cima dos outros - já agora, em restaurantes que não foram (ainda) fechados pela ASAE mas que foi só porque ainda não houve tempo para isso.
Não vou voltar a esta thread, nem para ver, nem para postar.
Esse é o discurso habitual, a "cassete fatalista e culpabilizadora", para apelar à emoção em vez da razão. Ai e tal... morreu a senhora que ia trabalhar às 5 da manhã... e tal, o autocarro cheio de velhinhos... epah, dramas é no Teatro (e na ACAM). Problemas resolvem-se com a cabeça!
E ainda mais grave se torna esse tipo de discurso porque tu, como tantos outros, tratas aqueles que defendem uma VERDADEIRA prevenção rodoviária e que lutam por uma abordagem séria e racional com vista a resolver de facto os problemas existentes, como arruaceiros ou street racers... onde é que me viste defender que se deve andar depressa ou acima dos limites legais de velocidade? A que propósito vem isto: "Continuem a conduzir à velocidade que vos dá mais jeito"? Só porque eu sou contra o tachismo e a despesa do MEU $$$ em medidas que são obviamente ineficazes (o que está estatísticamente e cientificamente provado) passo logo a seer um defensor da velocidade excessiva?
Lamento muito, mas a estatística demonstra que os números são irrisórios e não justificam de forma nenhuma qualquer tipo de alarmismo, muito menos medidas de roubo descarado aos cidadãos, ou castradoras da nossa liberdade como cidadãos de bem e responsáveis, que não resolvem problemas nenhuns.
el_raton
13-12-2007, 17:52
cidadãos de bem e responsáveis
A velha história do "paga o justo pelo pecador"... ;D
Alguém se lembra de um fantástico mas muito simples sketch publicitário que tinha como protagonista um lápis?
Pois é, depois de todos estes anos já devíamos ter concluído que uma grande molhada de portugueses "está eufórico e julga-se o melhor condutor do mundo" mesmo sem estar sob o efeito do alcool :lalala:.
SergioRZ
13-12-2007, 19:46
ehhehehe Raton, não se trata do que cada um pensa ou deixa de pensar. Tudo isso é a lavagem cerebral que nos esfregam todos os dias... o drama... o indivíduo... etc... Areia para os olhos! Resolver a questão da sinistralidade passa por olhar para a questão de forma racional, colectiva, e não de forma emocional e individualista. Trata-se de:
- Analisar o problema, e dar-lhe a dimensão que merece.
- De acordo com essa dimensão, alocar-lhe os recursos adequados.
- Fazer com esses recursos aquilo que for mais eficaz.
Neste momento trata-se da questão como se fosse uma calamidade pública... mais ou menos como se tivessemos sido invadidos pelos marroquinos, qualquer coisa desse tipo, é ridículo. Temos os números de sinsitros, feridos e mortos perfeitamente adequados à nossa realidade social e económica. É aliás o que se verifica nos outros países, os níveis de sinistralidade e sua gravidade estão ligados de forma umbilical aos índices de desenvolvimento social e económico. Portanto, para a nossa realidade, estamos MUITO BEM! Não há calamidade nenhuma, é tudo fait divers... banalíssimo!
Os recursos que são esbanjados com este falso problema são imensos! A ACAM, uma entidade que representa uma minoria mesmo minúscula dos cidadãos, e que é composta por uma dúzia de tachistas, recebe centenas de milhares de euros de subsídios do NOSSO dinheiro todos os anos. Já há notícias até de dinheiros mal parados (108.000 euros que misteriosamente desapareceram). Há inúmeras entidas públicas ligadas a esta questão da sinistralidade, tudo a chupar. É uma loucura completa, num país misrável à beira da ruína, gastar o que se gasta nesta palhaçada inventada por uns quantos iluminados, que curiosamente vão vivendo à conta disto...claro! E o "tuga" papa tudo... ainda os defende! :o
Além de se alimentar muitas entidades e pessoas, que ninguém sabe para que servem, gasta-se muito e mal! Aquilo que se faz, raramente é bem feito. Ninguém sabe quais as causas dos acidentes... em Portugal NUNCA se fez tal estudo. O conceito de peritagem é uma miragem, uma filosofia qualquer budista ou assim para as nossas autoridades. É tudo decidido em cima do joelho, sem base científica, sem números fiáveis, sem causas para as coisas. Atacam-se os problemas errados...
É urgente, a bem da sanidade mental dos portugueses, acabar-se imediatamente com as brincadeiras, e começar a fazer-se algo sério, sustentado racionalmente. Dramas, culpabilizações fáceis e espontâneas, medidas para encher jornais e fazer vista... epah... já chega!
Nota:
Morrem 50.000 pessoas por ano India por mordidelas de cobra... leram bem, 50 MIL PESSOAS morrem mordidas por cobras todos os anos. Nem imagino quantos morrem lá por causa dos acidentes, deve ser uma loucura...
el_raton
13-12-2007, 20:35
Neste momento trata-se da questão como se fosse uma calamidade pública... mais ou menos como se tivessemos sido invadidos pelos marroquinos, qualquer coisa desse tipo, é ridículo.
Ora aí está. Lavagem ao cérebro. Os Marroquinos (Árabes) estavam cá antes dos Francos...que invadiram AL-Andaluz :eheheh:
Uma invasão Árabe é uma libertação. ;D
el_raton
13-12-2007, 20:42
Nota:
Morrem 50.000 pessoas por ano India por mordidelas de cobra... leram bem, 50 MIL PESSOAS morrem mordidas por cobras todos os anos. Nem imagino quantos morrem lá por causa dos acidentes, deve ser uma loucura...
Num país com mais de um bilião, 50.000 não é nada.
E os Indianos não cumprem as regras de transito mas estão atentos ao que se passa na estrada e circulam a velocidades moderadas.
Claro que há acidentes.
Uma vez assisti a multidão correr atrás de um condutor de um camião que colidira com um pequeno Maruti a matara o ocupante...queriam linchá-lo.
Outra vez no Nepal passava de autocarro por um acidente e contaram-me que o condutor voltara atrás para matar o homem que atropelara para não ter de providenciar sustento a um paraplégico.
Mas a India e o Nepal são países em desenvolvimento onde passamos do Séc. 21 para o Séc. 15 apenas por atravessar a rua.
SergioRZ
13-12-2007, 22:30
Calma lá... até podiam viver lá 500 biliões... morrerem 50.000 pessoas anualmente porque são mordidas por cobras é muito, é que é mesmo muito, até ao nível planetário quanto mais num país, por maior que seja.
Se lá morrerem 10 indianos esmigalhados por ovnis que fizeram aterragens forçadas também não é nada... eles são mais de 1 bilião :eheheh:
Isso das velocidades moderadas é capaz de ser porque a maior parte dos veículos é movido a força humana :duh:
el_raton
13-12-2007, 22:59
Bem então e quantas espécies de cobras mortíferas existem em Portugal? :huum: Ou quantas cobras? Se é que ainda existe alguma... :eheheh:
SergioRZ
13-12-2007, 23:10
Mas agora o tema é cobras? :-P E que tal gambuzinos?
Em Portugal há audiófilos que é muito mais perigoso! :eheheh:
el_raton
13-12-2007, 23:15
Eu fui uma noite à caça de gambuzinos...mas não apareceu nenhum.
Era miúdo e caí que nem um patinho. :eheheh:
SergioRZ
13-12-2007, 23:20
E agora és graúdo e mesmo assim compraste aquelas monovia...
(hehehehehe Raton, tou mesmo a brincar)
Os meus phones precisam de mais rodagem que as tuas colunas e eu ainda mando bocas :duh: :-P
el_raton
13-12-2007, 23:23
E agora és graúdo e mesmo assim compraste aquelas monovia...
(hehehehehe Raton, tou mesmo a brincar)
Os meus phones precisam de mais rodagem que as tuas colunas e eu ainda mando bocas :duh: :-P
Ao menos os fones podem rodar 24h/24h. :-\
SergioRZ
13-12-2007, 23:53
Pois é o que estão a fazer... mas olha que mesmo assim, são abertos, fazem barulho, ouve-se na casa toda se deixar as portas abertas :eheheh:
O meu Heed Canamp está a caminho, mal posso esperar para ver o resultado ;D
jordanopeth
17-12-2007, 19:00
É raro o mês em que a minha cara-metade não tem que ir à medicina do trabalho devido a problemas causados pelo fumo no local de trabalho, mesmo com queixas e mais queixas não se resolve nada.
Quando ela pede a quem fuma para não o fazer nas proximidades devido aos problemas dela e lhe respondem "Quando proibirem, eu deixo de fumar aqui" qual é a alternativa além da repressão ?
Eu por regra também sou contra proibicionismos, mas se não há educação, nem qualquer tipo de respeito pelos outros, qual é alternativa ?
A lei não é estúpida, é estúpido é ter que haver uma lei para isto !
aemarques
13-01-2008, 20:48
Como este tópico andava paradito e para retomarmos o tema do post inicial, achei que devia partilhar este link convosco:
http://www.asae.pt/pagina.aspx?back=1&codigono=59895990AAAAAAAAAAAAAAAA
pjorgenunes
13-01-2008, 21:20
Olhem,
A navegar na página (da ASAE) apanhei esta que já se falou muito:
Utilização de CDs não originais em veículos particulares
Tendo surgido dúvidas sobre a utilização de CDs não originais em veículos particulares a ASAE informa:
1. O Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos, permite algumas situações de utilizações livres, as quais constam no seu art. 189º, e onde se refere, designadamente, o uso privado.
2. Assim, não se afigura proibida a cópia ou reprodução de fonogramas, incluindo Cd's, quando se destinam a fins exclusivamente privados, e desde que não atinjam a exploração normal da obra, não causem prejuízo injustificado dos interesses legítimos do autor nem sejam utilizadas para fins de comunicação pública ou comercialização.
Parece que não há mesmo problema :Yes:
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