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Tópico: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

  1. #1

    Default Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    O que os ecrãs de Alto-Ganho ganham em luz, os ecrãs Home-Cinema ganham em contraste de imagem, porque quando falamos em cinema, a qualidade vem primeiro.

    Este é daqueles produtos que é difícil traduzir em palavras a qualidade de imagem que se obtém. E a existência do Photoshop é um problema para nós, porque existe a publicidade e existe aquilo que realmente se consegue obter com um ecrã de projecção. Na prática, só vendo a funcionar à nossa frente é que se acredita.


    Com cerca de 14 vezes mais luz e 500 vezes mais contraste que uma superfície branca padrão, este ecrã transforma qualquer projector de vídeo numa máquina de cinema e a qualidade que se obtém com um projector Full HD é simplesmente impressionante.


    Qualquer vídeo ou foto que possa colocar na Internet é sempre extremamente inexacta e não faz jus à qualidade deste ecrã. O nosso conselho é que nos visitem para verem com os vossos próprios olhos este ecrã a funcionar. Uma imagem vale por mil palavras.
    Apesar de tudo, lá conseguimos colocar um pequeno vídeo no Youtube a comparar um destes ecrãs com uma tela branca numa sala bem iluminada:


    Uma vez que este ecrã é desenhado especificamente para cinema em casa, as madeiras laterais podem ser personalizadas conforme a cor da mobília da sala. Assim, o próprio ecrã passa a fazer parte da decoração!

  2. #2
    Moderador Global Avatar de Sofia
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Obrigada, Paulo, pelo excelente conteúdo aqui partilhado

  3. #3
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Paulo, nas telas sem ser fixas , é usado o mesmo tipo de tela que este ecrã apresenta? Ou seja numa tela de fixar ao teto elétrica ou manual dá para obter a mesma qualidade? Num ambiente escuro não poderá causar o oposto ou seja haver luminosidade a mais na tela e cansar a vista?
    Última edição por ostogio; 23-04-2013 às 22:15.

  4. #4
    Guru Avatar de shiseido
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    muito interessante sim senhora, presumo e que o preço nao sera tanto.... qual e o pvp para uma tela fixa de 92 polegadas?
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  5. #5
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Paulo assim nao vale, ja me apetece trocar de casa (uma que tenha parede para tela fixa ) depois de ver esse video.

    Quais sao as medidas habituais do ecran fixo, podem ser medidas personalizadas ? fiquei com vontade de comprar um BenQ w1080st short throw apenas para ter essa tela noutra parede.

    cumps
    Indeed the only thing that does matter is an individual's happiness with their system, whether I or anyone else thinks it's right or wrong.

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  6. #6
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Paulo, qual é o ganho desta tela?
    Deduzo q seja uma tela excelente para visualizar com luz ambiente. No entanto, para a melhor experiência em cinema, as luzes devem estar desligadas (ainda n conheço nenhum cinema q funcione com as luzes acesas).
    Nesse caso qual seria o ganho adequado, 1.3 ou 1.4?
    Vcs fazem telas no formato 2.40:1? E podem ser telas mascaradas para o formato 16:9?

    Abraço

  7. #7

    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Citar Sofia escreveu Ver Mensagem
    Obrigada, Paulo, pelo excelente conteúdo aqui partilhado
    Obrigado Sofia, foi um pouco difícil passar de cassete analógica para ficheiro de vídeo no PC, mas lá arranjámos maneira.

    Citar ostogio escreveu Ver Mensagem
    Paulo, nas telas sem ser fixas , é usado o mesmo tipo de tela que este ecrã apresenta? Ou seja numa tela de fixar ao teto elétrica ou manual dá para obter a mesma qualidade? Num ambiente escuro não poderá causar o oposto ou seja haver luminosidade a mais na tela e cansar a vista?
    São dois mundos diferentes. Seja o que for que todas as marcas impingem, as telas brancas são iguais a uma parede branca.
    Infelizmente, ainda não conseguimos fazer ecrãs de médio nem alto ganho de enrolar (ou melhor, ainda não conseguimos verbas para criar as condições para isso).

    Quanto à luz, há quem goste de muito brilho, como acontece em todos os cinemas. Contudo, um simples candeeiro com luz indirecta ao cantinho da sala já cria um ambiente agradável e não interfere nada (mesmo nada) na imagem. É por isso que acho estranho haver quem sinta necessidade de pintar paredes de preto para não reflectir luzes...

    Citar shiseido escreveu Ver Mensagem
    muito interessante sim senhora, presumo e que o preço nao sera tanto.... qual e o pvp para uma tela fixa de 92 polegadas?
    92 polegadas dá cerca de 2 metros de largura, o preço oficial é de 720,00 Euros +IVA. Tentamos, sempre que possível, fazer uma atenção como por exemplo oferecer a montagem (na zona de Lisboa, longe daqui é mais complicado).

    Citar canton160 escreveu Ver Mensagem
    Paulo assim nao vale, ja me apetece trocar de casa (uma que tenha parede para tela fixa ) depois de ver esse video.

    Quais sao as medidas habituais do ecran fixo, podem ser medidas personalizadas ? fiquei com vontade de comprar um BenQ w1080st short throw apenas para ter essa tela noutra parede.
    Caro canton160,
    Antes de mais quero agradecer-lhe as simpáticas palavras que já tenho encontrado neste fórum. E se me permite brincar, porque não lança uma campanha aqui no Fórum a todo o pessoal? Você vende a casa, com o dinheiro arranja um terreno e o pessoal daqui vai lá todo ajudar a construir. Pode não ficar uma grande casa, mas com o somatório do conhecimento de todos os participantes do Fórum, garanto que ficará com uma sala de cinema espectacular.

    Agora a sério, temos 3 medidas standard de imagem: 150cm, 200 e 240cm. Com a tira de veludo e as madeiras laterais, estes ecrãs ficam no total com +/- 170cm, 220cm e 260cm de largura, respectivamente.
    Em relação ao projector, short throw não funciona muito bem nestes ecrãs pois foram feitos para lentes standard. Por outro lado, não podendo falar aqui de projectores específicos, digo apenas que eu não quero nem nunca utilizarei na minha casa projectores DLP de um único chip. DLP com 3 chips por outro lado já são um sonho, mas não tenho dinheiro para eles.

    Citar fnazareth escreveu Ver Mensagem
    Paulo, qual é o ganho desta tela?
    Deduzo q seja uma tela excelente para visualizar com luz ambiente. No entanto, para a melhor experiência em cinema, as luzes devem estar desligadas (ainda n conheço nenhum cinema q funcione com as luzes acesas).
    Nesse caso qual seria o ganho adequado, 1.3 ou 1.4?
    Vcs fazem telas no formato 2.40:1? E podem ser telas mascaradas para o formato 16:9?
    Não temos a certeza absoluta, temos apenas medidas aproximadas que apontam para 14 vezes mais luz que uma tela branca normal e 500 vezes mais contraste.
    É óbvio que este ecrã também fica mais brilhante quanto menos luz houver, de tal maneira que o ostogio está com medo de ferir a vista se o utilizar às escuras. Posso dizer-te que os cinemas recentes têm uma luz brutal e às escuras o brilho e contraste deste ecrã fica ao nível deles.
    Por outro lado, o cinema só é escuro porque qualquer pequena luz numa tela branca interfere muito, ao contrário deste ecrã em que as luzes indirectas não o afectam quase nada (como dá para ver no vídeo).
    Repara também que na 3.ª foto tens duas lâmpadas quase em cima dele e só interferem um bocado na zona mais próxima.

    Portanto este ecrã não só permite estar completamente às escuras (e há muita gente que gosta de estar a apanhar com aquela luz toda, incluindo o próprio criador do ecrã que ainda acha ser pouca e prefere utilizar os de alto-ganho... ) ou ter luzes indirectas que criam um ambiente mais relaxado sem que isso interfira na imagem.

    Como deves ter-te apercebido, o ganho adequado é aquele que mais gostares. Os bons projectores Full HD até trazem várias pré-definições (tipo Cinema, Pure Cinema, Dynamic, etc...) para seres tu a escolher. Com este ecrã, a mais óbvia, até por questões monetárias, é colocar o projector em modo económico para a lâmpada durar mais.

    Quanto ao formato 2.40:1, em teoria sim. Mas será uma encomenda especial e convém discutir os pormenores por email.


    Bom feriado a todos.

  8. #8
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Citar PauloAlex escreveu Ver Mensagem
    (...)Seja o que for que todas as marcas impingem, as telas brancas são iguais a uma parede branca.(...)
    Porquê?


    (...)Contudo, um simples candeeiro com luz indirecta ao cantinho da sala já cria um ambiente agradável e não interfere nada (mesmo nada) na imagem. É por isso que acho estranho haver quem sinta necessidade de pintar paredes de preto para não reflectir luzes...(...)
    Por outro lado, o cinema só é escuro porque qualquer pequena luz numa tela branca interfere muito
    Interfere ou não interfere?


    Em relação ao projector, short throw não funciona muito bem nestes ecrãs pois foram feitos para lentes standard.
    Porquê?


    Por outro lado, não podendo falar aqui de projectores específicos, digo apenas que eu não quero nem nunca utilizarei na minha casa projectores DLP de um único chip.
    Porquê?


    Não temos a certeza absoluta, temos apenas medidas aproximadas que apontam para 14 vezes mais luz que uma tela branca normal e 500 vezes mais contraste.
    Como é feita a medição?


    Como deves ter-te apercebido, o ganho adequado é aquele que mais gostares. Os bons projectores Full HD até trazem várias pré-definições (tipo Cinema, Pure Cinema, Dynamic, etc...) para seres tu a escolher. Com este ecrã, a mais óbvia, até por questões monetárias, é colocar o projector em modo económico para a lâmpada durar mais.
    Não. Existem normas que definem como calibrar um projector+tela+fonte, para que o vermelho não seja laranja, e o branco não seja azul.

    Qualquer projector de 500€ traz modos pré definidos.
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  9. #9

    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Ora bem, vários porquês e eu não consigo fazer "quote" correctamente da tua mensagem, não percebo porquê, vamos ver um de cada vez.



    Porque é que as marcas impingem que uma tela branca é melhor que uma parede? Porque querem vender, obviamente. Nós próprios fazemos telas brancas, mas gostamos de vender quando se justifica.
    A explicação que vou tentar dar de seguida pode requerer algum esforço, mas não vejo outra maneira de justificar porque é que uma tela branca (direita) é igual a uma parede branca.

    Quando se mede o ganho de uma tela é utilizado o chamado branco padrão. Convencionou-se que este seria ganho 1. Qualquer brilho que uma tela tenha mais que uma parede vai forçosamente fazer aparecer uma coisa desagradável chamada spot.
    À semelhança de quando se faz tabela com uma bola de bilhar, o ângulo com que a luz incide num determinado ponto da tela é igual àquele com que se reflecte tendo como referência no meio dos 2 ângulos a perpendicular a esse ponto. Isto é igual para a tela toda.

    Quando a linha da reflexão de um determinado ponto vem em direcção aos nossos olhos, recebemos desse ponto a luz difundida pelas partículas da tela e a luz reflectida pela superfície brilhante. Isso faz com que, na prática, vamos receber a luz difundida de toda a tela e luz reflectida apenas dessa zona da tela que nos vai aparecer mais brilhante. Portanto não ganhamos nada aumentando simplesmente o ganho da tela porque o que chega aos nossos olhos não é uniforme. Só seria se a tela fosse côncava.

    Relativamente ao contraste: Para que consigamos ver imagem, o projector projecta luz na tela. Quanto mais intensa for a luz que chega aos nossos olhos, mais obriga a que o diafragma dos nossos olhos se feche, fazendo com que as zonas com menos luz nos pareçam mais escuras.
    Usando um projector com muito contraste, o contraste da imagem recebida de uma tela branca só depende da luz ambiente, ou seja, se estivermos completamente às escuras e não houver reflexões que incidam nas zonas escuras da imagem, essas zonas ficam completamente pretas. O contraste é pois total e é medido em função do máximo de brancos que o projector conseguir.
    Se o projector tiver pouco contraste, quer dizer que deixa passar alguma luz onde não devia, fazendo com que os pretos não sejam totalmente pretos.

    Uma das maneiras de conseguir que uma tela seja mais contrastada que uma parede branca é se ela tiver alguma direccionalidade de reflexão, para que luzes indirectas sejam direccionadas num sentido diferente dos nossos olhos, mas aí iremos cair novamente no spot.
    Outra das tentativas é escurecer ligeiramente a tela. Como vai absorver mais luz vai reflectir menos nas zonas escuras, mas aí vamos também perder brancos na mesma proporção. Na prática é como se tivéssemos um projector menos potente e nada ganhamos com isso.
    Outra tentativa possível é colocar à frente da tela uma coisa chamada fresnel, mas além de ser proibitivamente caro, a tela teria que ser rígida.
    Para não prolongar demasiado esta explanação, acrescento apenas que a tentativa que chegou a ter alguma difusão foi colar micro-esferas de vidro na superfície da tela. Cada ponto torna-se retro-reflexivo à semelhança daquilo que encontramos nos sinais de trânsito. Consegue-se uma boa melhoria em relação à parede, sim senhor, mas infelizmente é para pouco mais de uma pessoa, pois o ângulo é pequeno.

    Não faz sentido entrar aqui na teoria da cor. Permita-me apenas que diga que um objecto só tem uma determinada cor porque absorve todos os comprimentos de onda e reflecte apenas aquela que vemos. Daí que as telas sejam brancas e a parede deva ser branca e não creme ou outra tonalidade qualquer para reflectir todas as cores que lá projectamos.

    Em resumo: se uma parede for lisa, branca e matte, não vejo nenhuma desvantagem em relação a uma tela branca. Até pelo contrário: a parede nunca enfola.
    Mas a tela também tem vantagens: Pode ser escondida dentro de uma caixa e aparecer só quando faz falta. Assim os quadros e os móveis podem continuar na parede.



    Quanto ao facto de luzes indirectas interferirem ou não na imagem, aconselhava-te que lesses novamente a mensagem, uma vez que ambos os "quotes" que fizeste se referem a telas diferentes: no primeiro referia-me ao nosso ecrã de home-cinema e no segundo a uma tela branca (embora fosse uma tela branca de um cinema), e apesar da maior parte dos cinemas usarem uma superfície com tratamento perolado o resultado é o mesmo.



    Quanto aos short-throw não serem indicados para os nossos ecrãs, é porque eles são feitos com ângulos de reflexão escolhidos para as lentes standard. Cada ponto do ecrã onde incide a luz reflecte-a segundo ângulos optimizados para observação (i.e. um sofá com 3 ou 4 lugares). Quando o projector está numa posição desfasada em relação a esses ângulos (à semelhança da bola de bilhar que bate no mesmo sítio da tabela mas vindo de um ângulo diferente, já não acerta no buraco), a luz vai ser reflectida para direcções completamente diferentes.



    No que se refere a projectores DLP de um único chip, não estou convencido que não me faça mal à saúde.
    Se o Gameboy provoca epilepsia, o que fará um projector destes, pelas mesmas razões e a duplicar (com o refrescamento e com a cor). A mim, basta meia hora de filme para ficar com dor de cabeça, já não falando do incómodo do arco-íris.



    Quanto à medição do ganho, pedimos ao LNEC que fizesse isso para o ecrã de alto-ganho (levaram 8 dias e foi pago). Quando o dono da empresa foi mostrar o ecrã a um potencial revendedor em Inglaterra, também mediram lá (em segundos com um aparelho de bolso) e o valor do LNEC foi confirmado.
    Relativamente ao ecrã de home-cinema, quando digo que não temos valores certos é porque o ganho foi encontrado comparando os 2 ecrãs lado-a-lado com projecção de quadrados em sequência entre o branco e o preto. A comparação foi feita visualmente por várias pessoas e achámos a média. Por isso, é apenas um valor indicativo. Quando as condições económicas o permitirem, tentaremos fazer medições correctas.



    Caro iPato, aí estávamos a falar de ganho luminoso, não de calibração de cores. Isso para ser feito a sério requer aparelhos especiais e só faz sentido para fontes padronizadas. Qualquer filme em BluRay que compres não tem 2 capítulos com a mesma colorimetria e as pré-definições dos projectores também mudam a cor para que a pessoa escolha a que mais gosta (se não gostar de nenhuma, existe sempre a possibilidade de calibração manual).
    Fará muito mais sentido a regulação entre os brancos e os negros para que haja o máximo aproveitamento dos brancos sem queimar os níveis mais claros. Mas para um fanático da perfeição, há empresas que conseguem fazer essas regulações, nós não.

    Penso que para um utilizador comum, a regulação "a gosto" é mais que suficiente. Permite-me que dê um exemplo: apareceu uma vez na nossa empresa um senhor que tinha comprado um cabo S-Video de prata. Depois de uma acesa discussão sobre as vantagens da transmissão por um cabo sem percas, decidimos ligar dois cabos à mesma fonte e alternar num projector a ligação dos mesmos.
    Tapamos o sítio da ligação para que o senhor não visse qual dos cabos estava ligado, e depois de muitas trocas entre um cabo e outro, o senhor foi incapaz de descobrir qual dos cabos estava ligado. Ou seja, por vezes, deixamo-nos arrastar pela fantasia. No caso daquele senhor, ele gastou 500 Euros para nada.
    Não faz muito sentido ficar grudado a verificar constantemente se aquela cor está exactamente no tom e esquecermo-nos de ver o filme.





    De futuro vou evitar respostas tão longas, por uma questão do meu e do vosso tempo, mas para finalizar lembro-me que fiz longos testes com cabos S-Video e Video Composto em casa e notei que nas antigas cassetes gravadas o S-Video era melhor. Em gravações DVD mais recentes, a diferença era imperceptível. Contudo, se não fizesse a comparação, veria perfeitamente a cassete vídeo com qualquer dos cabos e duvido que isso interferisse com o prazer de ver o filme.
    É bom ter boa qualidade, mas entrar em pormenores que são mais fantasia que reais não faz sentido e devemos manter uma atitude de bom senso.

  10. #10
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Começando pelo fim...

    De futuro vou evitar respostas tão longas, por uma questão do meu e do vosso tempo
    Acho que fazes mal.


    (...)mas para finalizar lembro-me que fiz longos testes com cabos S-Video e Video Composto em casa e notei que nas antigas cassetes gravadas o S-Video era melhor. Em gravações DVD mais recentes, a diferença era imperceptível. Contudo, se não fizesse a comparação, veria perfeitamente a cassete vídeo com qualquer dos cabos e duvido que isso interferisse com o prazer de ver o filme.
    É bom ter boa qualidade, mas entrar em pormenores que são mais fantasia que reais não faz sentido e devemos manter uma atitude de bom senso.
    Geralmente a ligação (não estamos a falar do cabo) S-Video é melhor que video composto, porque permite enviar separadas a crominância e a luminância, ao contrário do video composto que manda tudo a granel.




    Porque é que as marcas impingem que uma tela branca é melhor que uma parede? Porque querem vender, obviamente. Nós próprios fazemos telas brancas, mas gostamos de vender quando se justifica.
    A explicação que vou tentar dar de seguida pode requerer algum esforço, mas não vejo outra maneira de justificar porque é que uma tela branca (direita) é igual a uma parede branca.

    Quando se mede o ganho de uma tela é utilizado o chamado branco padrão. Convencionou-se que este seria ganho 1. Qualquer brilho que uma tela tenha mais que uma parede vai forçosamente fazer aparecer uma coisa desagradável chamada spot.
    À semelhança de quando se faz tabela com uma bola de bilhar, o ângulo com que a luz incide num determinado ponto da tela é igual àquele com que se reflecte tendo como referência no meio dos 2 ângulos a perpendicular a esse ponto. Isto é igual para a tela toda.

    Quando a linha da reflexão de um determinado ponto vem em direcção aos nossos olhos, recebemos desse ponto a luz difundida pelas partículas da tela e a luz reflectida pela superfície brilhante. Isso faz com que, na prática, vamos receber a luz difundida de toda a tela e luz reflectida apenas dessa zona da tela que nos vai aparecer mais brilhante. Portanto não ganhamos nada aumentando simplesmente o ganho da tela porque o que chega aos nossos olhos não é uniforme. Só seria se a tela fosse côncava.

    Relativamente ao contraste: Para que consigamos ver imagem, o projector projecta luz na tela. Quanto mais intensa for a luz que chega aos nossos olhos, mais obriga a que o diafragma dos nossos olhos se feche, fazendo com que as zonas com menos luz nos pareçam mais escuras.
    Usando um projector com muito contraste, o contraste da imagem recebida de uma tela branca só depende da luz ambiente, ou seja, se estivermos completamente às escuras e não houver reflexões que incidam nas zonas escuras da imagem, essas zonas ficam completamente pretas. O contraste é pois total e é medido em função do máximo de brancos que o projector conseguir.
    Se o projector tiver pouco contraste, quer dizer que deixa passar alguma luz onde não devia, fazendo com que os pretos não sejam totalmente pretos.

    Uma das maneiras de conseguir que uma tela seja mais contrastada que uma parede branca é se ela tiver alguma direccionalidade de reflexão, para que luzes indirectas sejam direccionadas num sentido diferente dos nossos olhos, mas aí iremos cair novamente no spot.
    Outra das tentativas é escurecer ligeiramente a tela. Como vai absorver mais luz vai reflectir menos nas zonas escuras, mas aí vamos também perder brancos na mesma proporção. Na prática é como se tivéssemos um projector menos potente e nada ganhamos com isso.
    Outra tentativa possível é colocar à frente da tela uma coisa chamada fresnel, mas além de ser proibitivamente caro, a tela teria que ser rígida.
    Para não prolongar demasiado esta explanação, acrescento apenas que a tentativa que chegou a ter alguma difusão foi colar micro-esferas de vidro na superfície da tela. Cada ponto torna-se retro-reflexivo à semelhança daquilo que encontramos nos sinais de trânsito. Consegue-se uma boa melhoria em relação à parede, sim senhor, mas infelizmente é para pouco mais de uma pessoa, pois o ângulo é pequeno.

    Não faz sentido entrar aqui na teoria da cor. Permita-me apenas que diga que um objecto só tem uma determinada cor porque absorve todos os comprimentos de onda e reflecte apenas aquela que vemos. Daí que as telas sejam brancas e a parede deva ser branca e não creme ou outra tonalidade qualquer para reflectir todas as cores que lá projectamos.

    Em resumo: se uma parede for lisa, branca e matte, não vejo nenhuma desvantagem em relação a uma tela branca. Até pelo contrário: a parede nunca enfola.
    Mas a tela também tem vantagens: Pode ser escondida dentro de uma caixa e aparecer só quando faz falta. Assim os quadros e os móveis podem continuar na parede.
    Ganhos de 1.1 ou 1.2 não introduzem aberrações perceptíveis na imagem.

    A forma como esclareces a tua observação já me parece um pouco mais fácil de concordar, no geral.

    Mas inicialmente, deste a entender (ou eu interpretei mal) que qualquer parede de hospital dava uma boa tela. Bom na realidade é melhor do que nada ou uma parede beje como dizes, mas isso não é bem assim. Dizes que as telas enfolam, é verdade. Paredes completamente lisas também não conheço. Pinturas isentas de rogosidades aqui e ali também não. Ganho de 1.0 em todas as tintas brancas também não.

    O teu resumo já faz mais sentindo. E já agora uma moldura preta para balizar bem a imagem.




    Quanto ao facto de luzes indirectas interferirem ou não na imagem, aconselhava-te que lesses novamente a mensagem, uma vez que ambos os "quotes" que fizeste se referem a telas diferentes: no primeiro referia-me ao nosso ecrã de home-cinema e no segundo a uma tela branca (embora fosse uma tela branca de um cinema), e apesar da maior parte dos cinemas usarem uma superfície com tratamento perolado o resultado é o mesmo.
    O princípio é o mesmo... seja tela branca ou cinza, a questão mantém-se. O uso de luz ambiente interfere ou não com a imagem?

    Como sabes, o preto não é uma cor. É a ausência de luz, portanto eu gostaria de saber se manténs a afirmação de que nas telas que apresentas, a luz ambiente não interfere, mas numa tela branca a mesma já interfere.




    Quanto aos short-throw não serem indicados para os nossos ecrãs, é porque eles são feitos com ângulos de reflexão escolhidos para as lentes standard. Cada ponto do ecrã onde incide a luz reflecte-a segundo ângulos optimizados para observação (i.e. um sofá com 3 ou 4 lugares). Quando o projector está numa posição desfasada em relação a esses ângulos (à semelhança da bola de bilhar que bate no mesmo sítio da tabela mas vindo de um ângulo diferente, já não acerta no buraco), a luz vai ser reflectida para direcções completamente diferentes.
    Então a pergunta é diferente: qual a distância mínima que as vossas telas exigem? Convém esclarecer isso porque um user menos atento pode não reparar nisso... e as pessoas gostam muito de st... cabos mais pequenos são geralmente mais baratos.




    No que se refere a projectores DLP de um único chip, não estou convencido que não me faça mal à saúde.
    Se o Gameboy provoca epilepsia, o que fará um projector destes, pelas mesmas razões e a duplicar (com o refrescamento e com a cor). A mim, basta meia hora de filme para ficar com dor de cabeça, já não falando do incómodo do arco-íris.
    Compreendo... mas isso terá pouco a ver com a quantidade de chips mas mais com a quantidade de segmentos da roda. E também da própria implementação da tecnologia.

    Mas no limite concordo, 3 chips é à prova de tudo, mas são caros. Mas são bons.




    Quanto à medição do ganho, pedimos ao LNEC que fizesse isso para o ecrã de alto-ganho (levaram 8 dias e foi pago). Quando o dono da empresa foi mostrar o ecrã a um potencial revendedor em Inglaterra, também mediram lá (em segundos com um aparelho de bolso) e o valor do LNEC foi confirmado.
    Relativamente ao ecrã de home-cinema, quando digo que não temos valores certos é porque o ganho foi encontrado comparando os 2 ecrãs lado-a-lado com projecção de quadrados em sequência entre o branco e o preto. A comparação foi feita visualmente por várias pessoas e achámos a média. Por isso, é apenas um valor indicativo. Quando as condições económicas o permitirem, tentaremos fazer medições correctas.
    Se me permites, deixava uma sugestão. Enquanto não houver números oficiais, não usem o "estima-se, aponta para, medidas aproximadas, etc etc..."




    Caro iPato, aí estávamos a falar de ganho luminoso, não de calibração de cores. Isso para ser feito a sério requer aparelhos especiais e só faz sentido para fontes padronizadas. Qualquer filme em BluRay que compres não tem 2 capítulos com a mesma colorimetria e as pré-definições dos projectores também mudam a cor para que a pessoa escolha a que mais gosta (se não gostar de nenhuma, existe sempre a possibilidade de calibração manual).
    Fará muito mais sentido a regulação entre os brancos e os negros para que haja o máximo aproveitamento dos brancos sem queimar os níveis mais claros. Mas para um fanático da perfeição, há empresas que conseguem fazer essas regulações, nós não.

    Penso que para um utilizador comum, a regulação "a gosto" é mais que suficiente.(...)
    Again... as pessoas podem colocar os displays em modo dinamico se assim o quiserem, nada contra. Uma empresa que vende telas de projeção dizer que o ganho adequado é aquele que mais gostares, não me parece correcto.

    Eu não tenho nada a ver se num blu ray, a colorimetria muda de capitulo a capitulo. O que eu quero saber, é se o meu display está calibrado de maneira a que, o que está gravado é reproduzido, ou se adiciona "coisas". Não diria que quem gosta de ter o display calibrado seja um fanático... talvez mais picuinhas.

    Agora, verdade seja dita, que nunca deixei de ver um filme só porque não tinha o display calibrado. In fact, o meu plasma não está calibrado.
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  11. #11
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Quero mais.

    Indeed the only thing that does matter is an individual's happiness with their system, whether I or anyone else thinks it's right or wrong.

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  12. #12
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Citar PauloAlex escreveu Ver Mensagem
    Em resumo: se uma parede for lisa, branca e matte, não vejo nenhuma desvantagem em relação a uma tela branca. Até pelo contrário: a parede nunca enfola.
    Mas a tela também tem vantagens: Pode ser escondida dentro de uma caixa e aparecer só quando faz falta. Assim os quadros e os móveis podem continuar na parede.
    Já tendo feito uma visita à Lusoscreen posso atestar da qualidade do produto no sentido em que torna possível ter um ecrã homecinema numa sala de estar com a quantidade normal de luz que as salas de estar costumam ter. As salas de cinema já não têm forçosamente de ser caves escuras.

    Algumas afirmações do PauloAlex são surpreendentes e, enquanto aprecio imenso a divulgação técnica e teórica ao nível da projeção, a questão da parede branca ser igual à tela deixa-me particularmente perplexo. Essa não estava à espera. Como já montei várias telas de cinema, há sempre a altura em que se liga o projetor e antes de fazer o shift da lente, ele atira em parte para a parede e em parte para a tela. A diferença é tão óbvia que nunca tive nenhum cliente que sequer ponderasse duas vezes a vantagem de ter uma tela... (sim, estou a falar de paredes brancas, lisas, matte).

    A dos projetores DLP 1 chip também não concordo. Já convivi muito tempo com um, nunca vi arco-iris nem senti cansaço algum. Também não era dos mais baratos mas gostei muito. E sou bastante sensível por exemplo à fluidez da imagem.

  13. #13
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Gustavo... para teres "pretos" tens sempre de desligar a luz, não há volta a dar.

    Se não desligares a luz, o "preto" será sempre da cor da tela quando iluminada por um candeeiro, mesmo que não seja directamente, ou seja, neste caso, cinza.
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  14. #14
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Citar iPato escreveu Ver Mensagem
    Gustavo... para teres "pretos" tens sempre de desligar a luz, não há volta a dar.

    Se não desligares a luz, o "preto" será sempre da cor da tela quando iluminada por um candeeiro, mesmo que não seja directamente, ou seja, neste caso, cinza.
    Não percebi... Estás a discordar comigo no que diz respeito à sala de cinema ter de ser escura?
    Eu não disse que a sala escura não era a melhor solução. Os melhores projetores conseguem ser desastrosos a projetar em telas normais com a iluminação normal das salas de estar. Muda-se para uma sala escura e tudo muda. Com as telas da Lusoscreen é possível ter um projetor a funcionar bem com muita luz (see it to believe it). A qualidade dos negros convém ser avaliada in situ na minha opinião. Já experimentaste?

    O que me faltou testar foi a tela Lusoscreen com e sem luz ambiente, mas isso obriga a ir à Lusoscreen durante a noite

  15. #15
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    Default Re: Ecrãs Lusoscreen Home-Cinema

    Citar Gustavo Rosa escreveu Ver Mensagem
    Não percebi... Estás a discordar comigo no que diz respeito à sala de cinema ter de ser escura?
    Eu não disse que a sala escura não era a melhor solução. Os melhores projetores conseguem ser desastrosos a projetar em telas normais com a iluminação normal das salas de estar. Muda-se para uma sala escura e tudo muda. Com as telas da Lusoscreen é possível ter um projetor a funcionar bem com muita luz (see it to believe it). A qualidade dos negros convém ser avaliada in situ na minha opinião. Já experimentaste?

    O que me faltou testar foi a tela Lusoscreen com e sem luz ambiente, mas isso obriga a ir à Lusoscreen durante a noite
    Gustavo... estou a dizer que por muito ganho que a tela da Lusoscreen tenha, por mais viva que a imagem pareça, o "preto" reproduzido será sempre igual à cor da tela com luz ambiente. É fácil de ver. Basta ter o PJ desligado e olhar para a tela, é esse o "preto" que consegues atingir.

    É suficiente para ver TV de uma forma despreocupada? É, claro, eu tinha um tela "normal", cinza, com 1.1 ganho e via perfeitamente com luz ambiente, até tenho para aí fotos salvo erro.

    É a melhor forma? Não, óbvio que não.

    Quanto ao see it to believe it, claro que já vi várias vezes. Aqui no Parque das Nações, sempre que vou ao Sr. Peixe está lá um.
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