Gustavo Rosa
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Gustavo, isto não tem a ver com damas. É ciência. Os pretos não se projectam, não é nenhuma cor. É ausência de luz, logo enquanto o projector projecta vermelho emite um feixe de luz, quando projecta preto, não projecta nada, "desliga-se". Dai que para veres qual o máximo de preto que consegues atingir numa tela, com luz ambiente, basta olhar para ela. É esse cinza mesmo.
Qual a diferença entre uma e outra?Já agora, a tela do "Sr Peixe" é uma alto ganho ou é uma homecinema?
Tivoli Model One
Gustavo Rosa
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Ok vamos esclarecer uma coisa: há telas e telas. Daí na minha exposição ter citado não só as brancas, como as peroladas, "fresnizadas", etc.
Uma tela branca micro-lenticulada não é para mim uma tela branca normal. Regra geral o que as pessoas compram barato por aí são telas brancas normais (infelizmente às vezes até de plástico). Em relação às brancas normais, qualquer parede de pladur é melhor que elas.
Agora ganhos de 1.1, 1.2 isso não é ganho. Ganho é 8, 15, 25... 359... e se necessário mais ainda. Isso sim é ganho. (temos uma com 359 de ganho, medida no LNEC na mesma altura da outra)
Felizmente há já muito tempo que não vou a um hospital, penso que as paredes são pintadas com uma tinta amarela que faz umas ondulações. Acho que já referi aqui no fórum em resposta a outro tema que se a parede não fosse lisa, era barato comprar uma espátula e um pouco de pasta de alisar só para o quadrado de projecção.
Quanto à bordadura, desculpa se sou sincero em relação ao que penso. Mas já foi mais necessária quando os projectores eram tão fraquinhos que às vezes nem sabíamos onde começava ou acabava a imagem. Hoje em dia, penso que se isso interferir no preço da tela, não será necessária.
Não falei em luz ambiente, mas luz indirecta (que cria um ambiente mais agradável). Numa sala interior com luz natural (pode ter uma janela desde que esta não esteja atrás ou muito próximo do projector) se a luz do Sol não entrar directamente a bater no chão e nas paredes, pode ver-se a imagem com razoável contraste.
Candeeiros ao lado e /ou atrás do ecrã não interferem praticamente nada na imagem. À medida que estes candeeiros se forem aproximando do projector a interferência vai aumentando até ao máximo que é quando estiverem junto do projector e apontados ao ecrã. Uma janela atrás do projector estará no pior sítio possível e durante o dia tem que ser fechada.
Numa tela branca toda a luz ambiente interfere, venha ela de onde vier. Basta pensar que se consegues ver a tela como sendo branca esse vai ser o máximo de negro que consegues ver. Só parece mais escura por contraste com o brilho das zonas brancas da imagem.
Continuamos a falar do ecrã home-cinema, pois os de alto-ganho portam-se de uma forma um pouco diferente.
Como costumamos dizer, não há nada como ver ao vivo. O ideal é fazer-nos uma visita pois temos uma salinha que pode simular essas condições. Claro que se quiseres ver o Sol lá dentro, ou acertas na hora ou tens de vir com tempo de pagar o almoço.
Se não forem os projectores que dizem mesmo ser de curta distância, até hoje não encontrei nenhum que não trabalhe bem.
Agora lembra-te que somos nós que fazemos estes ecrãs e podemos fazemos um para curta-distância, se for caso disso. Mas se a distância for demasiado curta, como aqueles projectores que ficam mesmo encostados à parede, a curva vai ficar muito acentuada e em termos estéticos penso que não seria agradável.
Os 3 chips são espectaculares exactamente porque não têm a roda. O facto de eu não ver o arco-íris por a roda ter mais segmentos e/ou rodar mais depressa pode fazer com que conscientemente eu não me aperceba, mas os efeitos vão directos ao meu sub-consciente o que pode ser pior porque não passam pelas minhas defesas.
Repara que há pessoas com determinados tipos de epilepsia que nem a televisão normal podem ver e a televisão para mim já é rápida o suficiente para eu não me preocupar e tem as 3 cores em simultâneo.
Tudo bem.
Não há um ganho adequado, cada pessoa tem preferência pessoal por mais ou menos brilho. E a mesma pessoa em função do restante ambiente da sala ser mais ou menos escuro pode mudar de opinião. O próprio cansaço interfere na preferência. É o mesmo que perguntares qual é o volume de som adequado para uma aparelhagem, há pessoas que gostam de rebentar os próprios ouvidos e os dos vizinhos. Há outras que qualquer acréscimo de volume as incomoda.
Agora, seu eu tiver um quilo de batatas e quiser fazer comida para 50 pessoas vejo-me aflito. Se tiver uma tela branca normal sem brilho e sem contraste também não posso esperar grande coisa, as "batatas" não chegam. Mas se em vez de um quilo eu tiver uma saca de batatas (um ecrã home-cinema), já posso saciar toda a gente e até me sobram batatas. Com um ecrã como o nosso tanto posso comprar um projector topo de gama e fazer uma sala de cinema de fazer inveja ao Spielberg, como posso arranjar um projector fraquinho, usar a lâmpada em modo económico, ter as luzes acesas para que a "Maria" que quer ler a "Maria" não me chateie o juízo, etc, etc.
Fico com uma flexibilidade de utilização que uma tela branca não me permite e em qualquer dos casos, vejo imagens com outro nível de qualidade.
Canton, obrigado por me fazeres rir.
Viva Gustavo, com a minha pouca experiência nestas andanças estou a ficar um pouco aflito e baralhado para responder a todos, daí a frase do iPato "Acho que fazes mal" era óptima se não tivesse também outras coisas para fazer deste lado...
Como disse mais acima, há telas e telas.
Os projectores DLP mais antigos eram piores que os de agora, não sei se a sensibilidade à fluidez e ao arco-íris têm de estar relacionadas... Eu não gosto mesmo e penso que com as nossas telas, como realçam tudo, o arco-íris também é um pouco realçado.
Tens toda a razão, foi isso mesmo que eu disse da tela branca mais acima. Acontece é que agora estamos a falar de ecrãs e não de telas.
Por um lado, à partida o ecrã que conheces (o de alto-ganho) é cinza claro, mas ao receber imagem, as partes claras são 26 vezes mais luminosas que numa tela branca e isso vai incrementar brutalmente o contraste até porque a base de partida já não era branca.
O ecrã de home-cinema é cinza escuro, sem luzes directas seria quase preto, por isso é ciência sim senhor, mas neste caso a nosso favor. Obrigado ciência!
Inicialmente o ecrã de home-cinema era mesmo para ser preto. Foram os testes e as decisões que fomos tomando à medida que o íamos desenvolvendo que levaram a que o ecrã ficasse um pouco mais claro. Claro que quanto mais luz lhe apontas mais claro ele vai ficar até parecer ter luz própria.
Como diz o Gustavo, ver para crer.
é 100% assim como o Pato disse, é uma questão de Física! se uma sala estiver iluminada por 4 lumens, o preto mínimo da tela é 4 lumens, mesmo que o projector faça um full black field de 0,1 lumens. O contraste sofre uma quebra tremenda. Se tiveres um canhão de luz, ou uma tela muito reflectora (um silver côncavo tem um ganho realmente na ordem dos 14:1, basta ver um Vutec Silverstar) para os teus olhos, o preto na tela vai parecer bem preto. Por isso (porque são canhões de luz) os LCD/LED saem-se tão bem nas lojas (estão bem iluminadas) e as plasmas impressionam menos
Eu acredito nos produtos Lusoscreen, agora se o Paulo diz por um lado:
mas por outro diz:São dois mundos diferentes. Seja o que for que todas as marcas impingem, as telas brancas são iguais a uma parede branca.
Infelizmente, ainda não conseguimos fazer ecrãs de médio nem alto ganho de enrolar (ou melhor, ainda não conseguimos verbas para criar as condições para isso).
Então como ficamos? Todas são iguais a uma parede, mas as de ganho são iguais com hotspotting?? e uma glass beaded? e um DaLite High Power que é retro reflector?Quando se mede o ganho de uma tela é utilizado o chamado branco padrão. Convencionou-se que este seria ganho 1. Qualquer brilho que uma tela tenha mais que uma parede vai forçosamente fazer aparecer uma coisa desagradável chamada spot.
Finalmente, tenho problemas com esta frase:
1. O "ganho adequado" é relativo e depende do output em lumens do projector. No entanto os padrões SMPTE definem 16 fL como uma referência a apontar (mais para 3D) como um compromisso adequado entre iluminação suficiente numa sala às escuras sem ferir os olhosComo deves ter-te apercebido, o ganho adequado é aquele que mais gostares. Os bons projectores Full HD até trazem várias pré-definições (tipo Cinema, Pure Cinema, Dynamic, etc...) para seres tu a escolher. Com este ecrã, a mais óbvia, até por questões monetárias, é colocar o projector em modo económico para a lâmpada durar mais.
2. Os modos pré seleccionados dos projectores têm quase tudo a ver com Gammas, Cores, Contrastes digitais etc, e muito pouco a ver com real produção de luz (excepção precisamente feita aos modos Eco vs Normal)
Obrigado Paulo. Bom post.
Gustavo Rosa
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De acordo... mas volto a referir, da forma como o disseste antes, a generalização era inevitável.
Qualquer valor acima de 1.0 é ganho...
Não tens de pedir desculpa, força nisso!Quanto à bordadura, desculpa se sou sincero em relação ao que penso. Mas já foi mais necessária quando os projectores eram tão fraquinhos que às vezes nem sabíamos onde começava ou acabava a imagem. Hoje em dia, penso que se isso interferir no preço da tela, não será necessária.
Não concordo. Na grande maioria dos SXRD, existe um ligeiro light spill, é inerente à tecnologia. A moldura acaba com isso.
Luz ambiente é luz indirecta... daí o nome, ambiente.Não falei em luz ambiente, mas luz indirecta (que cria um ambiente mais agradável). Numa sala interior com luz natural (pode ter uma janela desde que esta não esteja atrás ou muito próximo do projector) se a luz do Sol não entrar directamente a bater no chão e nas paredes, pode ver-se a imagem com razoável contraste.
Candeeiros ao lado e /ou atrás do ecrã não interferem praticamente nada na imagem. À medida que estes candeeiros se forem aproximando do projector a interferência vai aumentando até ao máximo que é quando estiverem junto do projector e apontados ao ecrã. Uma janela atrás do projector estará no pior sítio possível e durante o dia tem que ser fechada.
Numa tela branca toda a luz ambiente interfere, venha ela de onde vier. Basta pensar que se consegues ver a tela como sendo branca esse vai ser o máximo de negro que consegues ver. Só parece mais escura por contraste com o brilho das zonas brancas da imagem.
Continuamos a falar do ecrã home-cinema, pois os de alto-ganho portam-se de uma forma um pouco diferente.
Como costumamos dizer, não há nada como ver ao vivo. O ideal é fazer-nos uma visita pois temos uma salinha que pode simular essas condições. Claro que se quiseres ver o Sol lá dentro, ou acertas na hora ou tens de vir com tempo de pagar o almoço.![]()
A questão mantém-se, os "pretos" obtidos serão sempre a cor da tela quando exposta à luz ambiente (ou indirecta). Serão sempre maiores quanto mais escura seja a tela, mas isso levanta outro problema, a grey scale foi-se.
Ok, de acordo, mas tal como existem carros que não devem andar com 95 octanas, uma chamada de atenção parece-me a mim de bom senso. Até porque o que vemos aqui é muito pessoal a querer st por n motivos. Podem querer uma tela vossa e depois a tela não produz os resultados esperados.Se não forem os projectores que dizem mesmo ser de curta distância, até hoje não encontrei nenhum que não trabalhe bem.
Agora lembra-te que somos nós que fazemos estes ecrãs e podemos fazemos um para curta-distância, se for caso disso. Mas se a distância for demasiado curta, como aqueles projectores que ficam mesmo encostados à parede, a curva vai ficar muito acentuada e em termos estéticos penso que não seria agradável.
Mas ainda não percebi é o que induz na imagem... qual a diferença que encontraram entre um st e um "normal"?
Sim, mas aí já acho que seja mais um caso de querer acreditar que vai fazer mal do que fazer mal mesmo. Nunca tive problemas com rainbows ou dores de cabeça com Sim2 ou Themescene. Com outra marca que já não me recordo, nem meia hora consegui ver (dores de cabeça) e outra até num show no Villa Rica, vi imensos rainbows. E esse nem era nada barato.Os 3 chips são espectaculares exactamente porque não têm a roda. O facto de eu não ver o arco-íris por a roda ter mais segmentos e/ou rodar mais depressa pode fazer com que conscientemente eu não me aperceba, mas os efeitos vão directos ao meu sub-consciente o que pode ser pior porque não passam pelas minhas defesas.
Repara que há pessoas com determinados tipos de epilepsia que nem a televisão normal podem ver e a televisão para mim já é rápida o suficiente para eu não me preocupar e tem as 3 cores em simultâneo.
De qualquer maneira, DLP é tecnologia morta.
Epah há. Tanto em imagem, como em som, existem normas. Que o pessoal se marimbe nelas é uma coisa... que se ignore já não me parece muito aceitável.Não há um ganho adequado, cada pessoa tem preferência pessoal por mais ou menos brilho. E a mesma pessoa em função do restante ambiente da sala ser mais ou menos escuro pode mudar de opinião. O próprio cansaço interfere na preferência. É o mesmo que perguntares qual é o volume de som adequado para uma aparelhagem, há pessoas que gostam de rebentar os próprios ouvidos e os dos vizinhos. Há outras que qualquer acréscimo de volume as incomoda.
Agora, seu eu tiver um quilo de batatas e quiser fazer comida para 50 pessoas vejo-me aflito. Se tiver uma tela branca normal sem brilho e sem contraste também não posso esperar grande coisa, as "batatas" não chegam. Mas se em vez de um quilo eu tiver uma saca de batatas (um ecrã home-cinema), já posso saciar toda a gente e até me sobram batatas. Com um ecrã como o nosso tanto posso comprar um projector topo de gama e fazer uma sala de cinema de fazer inveja ao Spielberg, como posso arranjar um projector fraquinho, usar a lâmpada em modo económico, ter as luzes acesas para que a "Maria" que quer ler a "Maria" não me chateie o juízo, etc, etc.
Fico com uma flexibilidade de utilização que uma tela branca não me permite e em qualquer dos casos, vejo imagens com outro nível de qualidade.
Mas não precisas de responder logo, estamos cá a semana toda.(...)daí a frase do iPato "Acho que fazes mal" era óptima se não tivesse também outras coisas para fazer deste lado...(...)
Bom, é um ecrã, mas é passivo correcto?Tens toda a razão, foi isso mesmo que eu disse da tela branca mais acima. Acontece é que agora estamos a falar de ecrãs e não de telas.
Por um lado, à partida o ecrã que conheces (o de alto-ganho) é cinza claro, mas ao receber imagem, as partes claras são 26 vezes mais luminosas que numa tela branca e isso vai incrementar brutalmente o contraste até porque a base de partida já não era branca.
O ecrã de home-cinema é cinza escuro, sem luzes directas seria quase preto, por isso é ciência sim senhor, mas neste caso a nosso favor. Obrigado ciência!
Inicialmente o ecrã de home-cinema era mesmo para ser preto. Foram os testes e as decisões que fomos tomando à medida que o íamos desenvolvendo que levaram a que o ecrã ficasse um pouco mais claro. Claro que quanto mais luz lhe apontas mais claro ele vai ficar até parecer ter luz própria.
Por isso estará sujeito às mesmas condicionantes que uma tela normal, ou seja, está dependente do projector. E da fonte. E para quem acredita, dos cabos.
Como é que mediram o contraste no LNEC? ON/OFF? Ou ANSI?
É que a tua frase a bold é a constatação de um facto elementar e que geralmente esta associada a fracos "pretos".
Infelizmente, as questões relacionadas com contrastes em PJ tem sido uma guerra biblica, tapa-se de um lado, destapa-se do outro. Haver um produto que acaba com isso é sublime. Peço só que compreendas alguma "desconfiança" da minha parte, até porque como já disse inicialmente o teu segundo post suscitou-me imensos "porquês" dada a falta de explicação.
Quanto ao ir ver, eu vou sem problemas. Mas levo a maquina para medir se não te importares.
Já agora, quando te for possível, podias explicar as diferenças entre as telas de exterior e as de interior (ou home cinema)? Materiais, ganhos, desenho, etc... sem entrar em segredos comerciais claro.![]()
Tivoli Model One
Deviamos combinar uma excursão à Lusoscreen!
Eu levo o meu projector ST e o iPato leva o aparelho para medir os ganhos, só falta alguém levar as minis!![]()
Está a parecer-me que cada vez que eu digo "tela branca normal", estou a ser interpretado como "tela de enrolar independentemente do material de que é feita"... como vou descalçar esta bota...?
A culpa se calhar foi minha. Devia ter parado logo a discussão quando se começou a falar de ganho. Uma tela branca normal em princípio não tem ganho. E a diferença entre esta e uma parede branca é o facto de poder ser enrolada.
Glass beaded, ou perolada já não é uma tela branca normal. E não conheço a DaLite HighPower, mas vou partir do princípio que também não é uma tela branca normal. E quando fizermos ecrãs de médio e alto ganho de enrolar também não serão telas brancas normais.
Quanto ao contraste estamos todos de acordo.
Acontece que o Lusoscreen Home-Cinema funciona de maneira diferente. Se eu tiver (por exemplo) 10 lumens em todas as paredes, mas tiver atrás de mim uma janela e o ecrã estiver regulado para mandar a luz da janela para os meus olhos (a janela vai funcionar como um projector aqui) eu vou receber muito mais que 10 lumens do ecrã.
Se pelo contrário, a parede atrás de mim for preta, e o ecrã estiver regulado da mesma maneira, o ecrã para mim vai aparecer negro.
Dizendo de outra maneira, o ecrã funciona como um espelho. A diferença é que um espelho reflecte perfeitamente a luz e o ecrã difunde-a em função dos ângulos definidos na sua construção.
Voltando ao "ganho ideal" não se pode tomar a imagem da tela independentemente do ambiente em que se insere. Alguém sabe quantos ansilumens tem um projector de cinema actual? E se eu for para a rua num dia de Sol, quantos ansilumens tem a imagem 3D real em que estou inserido? E firo a vista?
Claro que um canhão de luz numa tela pequenina com tudo o resto às escuras me encandeia, no entanto, se em vez de uma tela tiver um ecrã que não se incomoda com luzes laterais, basta criar uma luminosidade ambiente (por exemplo colocando dois candeeiros com abat-jour na parede de cada lado do ecrã) para fazer toda a diferença.
A questão que me pareceu é que referias que as telas brancas são todas iguais, e iguais a uma parede. Ou seja, que todas as brancas seriam "normais" apenas por serem brancas, o que está longe de ser o caso.
Eu percebo o conceito, mas a verdade é que todas as telas côncavas exibem algumas dessas propriedades pois a própria forma ajuda a rejeitar luz espúria, com o foco da reflexão a receber o máximo da luminosidade reflectida do projector. Mas a verdade também é que, numa tela branca de ganho 2:1 pex, e se a moldar dessa mesma forma côncava, vou livrar-me do hotspotting e ter o ganho distribuido pela tela, e não com o efeito mais pronunciado no centro.
Finalmente, para mim há uma questão psicológica em relação à luz ambiente: No cinema tento esquecer-me que estou a ver um filme, para "entrar" na acção. Numa sala doméstica com projecção, se tivesse uma luz, ia ver a mobília toda, os candeeiros, a mulher a ler revistas.... Seriam N distracções. Além que de facto ia perder resolução nos negros, por melhor que seja a tela a rejeitar a luz
Posto isto, tenho muito gosto em ir à Lusoscreen com projector e tudo![]()
Antes de mais, tb alinho em ir à Luso Screen e até posso ser eu a levar as minis...
Tb posso levar um Panasonic PT-AE4000.
O Post está óptimo, no entanto, e falo por mim, parece-me que existem aqui diversos produtos diferentes e q estamos a discutir como se fossem os mesmos.
Ignorando as telas "normais" ou "brancas"... conclui-se que há dois tipos de telas da LusoScreen, as de Home-cinema e as de alto ganho. Se as de alto ganho são aquelas do "peixe" jessuusss, isso não se pode ter em casa, mesmo com luz ambiente.
Se as home cinema são aquelas q estão por exemplo na FNAC, também há algumas questões a colocar.
Em primeiro lugar, já vi a tela mtas vezes sem estar a funcionar e não me parece nada preta, ou próximo disso. Cinza está bem, agora próximo de preto, não.
Depois, mesmo assim, o brilho parece-me excessivo, ou seja, é bom para ter as luzes acesas ou luz ambiente, mas e se quiser apagar as luzes? É como estar a ver TV às escuras? (a minha avó dizia q fazia mal)
Finalmente, à primeira vista, parece-me que o brilho não é distribuído de forma uniforme pela tela, ou seja, há mto mais brilho ao centro do que aos cantos (mesmo com a curvatura da tela).
Diria que o ideal (que existe somente na ideia) seria uma tela que permitisse melhorar bastante às escuras e que permitisse trabalhar tb com alguma luz ambiente.
Abraço
P.s. Não percebo a questão levantada em relação ao short-trow. Ou melhor, percebo, teria que ter um raio de curvatura mto acentuado devido ao angulo de projecção. Mas o que são os projectores com lentes "standard"? Dá-me ideia que cada modelo de projector, utiliza a sua própria lente, com zoom diferentes, logo não há lentes standard.![]()
Penso que continuar esta troca de argumentos não vai conduzir a nada.
Não adianta estar a explicar os conceitos de “iluminação indirecta”, “luz ambiente” ou “ambiente de uma sala”. São tudo coisas diferentes, embora interligadas entre si, que poderão nem sequer ser essenciais quando alguém pretende adquirir um projector, ecrã ou tela.
Também não nos adianta estar a argumentar se um determinado projector, sistema de som, tela ou ecrã é melhor ou pior que outro, com argumentos de vendedor, se não nos preocuparmos de seguida em confirmar essa informação.
É preciso ver com os nossos próprios olhos, pensar pela nossa cabeça e só depois devemos tomar uma decisão. Porque se eu tomar uma decisão baseada apenas na informação que me deram, arrisco-me a estar a comprar o que é “bom” para os outros, e arrisco-me a que não seja bom para mim. Até porque na Internet há muita gente a ensinar aos outros aquilo que por vezes não sabe para si próprio. E as condições que eu eventualmente tenha podem exigir material que não é adequado para outra pessoa com condições diferentes e/ou até gostos e sensibilidades diferentes.
Dizendo de outra maneira, seja qual for o aparelho que uma pessoa estiver a utilizar, é bom que ele cumpra a sua função, mas é muito mais importante que, além disso, o aparelho seja adequado àquilo que essa pessoa quer e àquilo que essa pessoa gosta, independentemente do que a publicidade lhe impinge acerca desse produto e daquilo que os vendedores acham que ele deve ter ou fazer. Porque no final de contas, a pessoa é que vai usar esse aparelho, não é o vendedor.
Se eu gostar de ver um filme no setting “Dynamic” de um projector, não é um “especialista” que me vem dizer que esse setting não é adequado e que a luminosidade adequada para as condições da minha sala é a do “Pure Cinema” (e não me venham dizer que a diferença entre o Pure Cinema e o Dynamic é só na cor...). Toda a gente sabe, ou devia saber, que se eu fizer publicidade numa revista, os testes dos meus produtos nessa revista dão óptimos resultados e se não fizer publicidade nem deles falam. Se eu for uma marca poderosa e a minha gama de projectores tiver um determinado brilho, os “especialistas” “inocentemente” irão concluir que esse brilho é o brilho mais indicado.
Será que os donos das salas de cinema, com um “canhão” de luz (usando arco voltaico ou xenon que “devoram” kilowatts, em vez de usarem lâmpadas mais baratas) gastando fortunas em electricidade em cada sessão, gostam de ter o “ganho desadequado”, comprando, além disso, telas de cor pérola (não são propriamente peroladas) com ganhos de 1.4 ou 1.8, muito mais caras que as brancas normais até pelo seu tamanho (já instalámos algumas), adoram esbanjar dinheiro?! Ou serão masoquistas?! Seria um estudo psicológico interessante o dessas criaturas.
O que os nossos ecrãs de home-cinema fazem é aproximar bastante a imagem dos projectores caseiros àquela que vemos no cinema.
Permitam-me, antes de continuar, que vos dê um retrato (que, por melhores palavras que consiga, será sempre “desfocado”) da Lusoscreen:
A grande empresa que muitos julgam que ela é, é composta apenas por 1 (uma) pessoa. Essa pessoa, o meu pai, faz de inventor, vendedor, faxina, financeiro, óptico, carpinteiro, escriturário, relações públicas... etc. E os ecrãs são apenas uma das suas criações.
Logo no inicio, ainda antes de haver empresa, há talvez uns vinte anos, o meu pai tentou falar com um engenheiro ligado a audiovisuais acerca do ecrã de alto-ganho (o primeiro, mais luminoso ainda do que aquele que comercializamos). A única preocupação do dito engenheiro foi tentar “demonstrar” matematicamente que, com uma simples televisão e uma objectiva à frente nunca podia ter uma imagem projectada com 3m de diagonal que se via bem com as luzes acesas e as janelas abertas... e jamais se dignou ir ver. O problema é que o sistema existia exactamente assim e estava a funcionar.
O meu pai, que agora é ajudado por mim e pelo meu irmão, nunca deixou a empresa crescer. Por razões económicas, por um lado, mas essencialmente porque para ele cada cliente é único: ele quer saber qual é o projector, a que distância da tela está, a distância do sofá, as janelas... e sempre que o cliente se desloca ás nossas modestas instalações, pede-lhe para fazer um desenho da sala. Só não vai ver os locais, porque isso se torna humanamente impossível. Bem basta fazer questão de, na zona de Lisboa, ir ajudar na montagem.
Se alguém lhe aparece com um qualquer problema (essencialmente de óptica que ele adora), pode perder muitas horas preciosas, sem qualquer beneficio, para tentar resolvê-lo.
Quase não há um cliente que não fique um amigo e penso que quase todos dizem maravilhas dos nossos ecrãs.
Daí que pode acontecer, mas é difícil, alguém comprar uma tela que não funcione com o projector que tem. E se isso acontecer, o meu pai aceita-a de volta sem qualquer problema.
É claro que, infelizmente, também ocorrem abusos, como alguém que compra uma tela de enrolar nossa numa loja, leva-a para casa e depois vem devolver uma tela com mais de 10 anos, como sendo aquela que acabou de comprar (não se safou porque as telas têm a data de fabrico disfarçada na mesma). Ou ocorrem outros problemas como por exemplo, alguém tocar à campainha da porta e pretender ficar toda uma manhã a ter uma apresentação privada dos produtos (apenas por pura curiosidade). Aí (e dado o “elevado” número de trabalhadores da empresa) pode perder-se um tempo deveras precioso.
Voltando ao nosso ecrã de home-cinema:
Infelizmente as condições em que é apresentado nem sempre são as melhores. Na fnac (a única loja tanto quanto sabemos que faz o favor de expor um dos modelos dos nossos ecrãs) a posição de algumas caixas de luz no tecto, relativamente à posição do projector, estão exactamente na pior posição (o ecrã, de alguns ângulos parece branco, e isso rebenta com os contrastes).
A nossa parte comercial é uma desgraça. Ainda na sexta feira me chamaram a atenção para um fórum estrangeiro em que se dizia que, olhando para a nossa página web, se via perfeitamente que os nossos produtos não eram credíveis (?).
Nunca nos defendemos. Confiámos sempre que os nossos ecrãs “falam” por si. É a primeira vez sequer que postamos em fóruns, e apenas graças ao simpático convite da Sofia.
Se juntarmos a tudo isso os boicotes que sofremos desde que começámos a vender ecrãs (sim! MUITOS boicotes), os boatos de que tínhamos fechado (de quem queria impingir outra coisa ao cliente), os calotes de grandes empresas, nomeadamente Câmaras Municipais... é uma proeza que continuemos a aparecer com produtos novos, como este home-cinema e o recente “espelho sem vidro” noticiado na SIC Noticias.
Temos cópias de faxes do Vice-presidente da Sanyo Japonesa a clientes do Tenerife em que ele dizia ser-mos os únicos a produzir ecrãs com verdadeiro alto-ganho. Em muitos círculos, o Lusoscreen alto-ganho é considerado o melhor ecrã do mundo. E o meu pai acrescenta “feito nas piores condições do mundo, com as maiores dificuldades do mundo, no país mais complicado do mundo...” enfim, “uma típica criação portuguesa”.
Estamos de portas abertas a quem nos quiser visitar, mas as nossas condições são exíguas e não podemos ser prestáveis a mais de 3~4 pessoas no máximo de cada vez.
Se me permitem, gostaria de terminar propondo que o fórum organizasse periodicamente algumas actividades (uma por ano?). Exemplos:
- Encontros ou pic-nic num qualquer parque. A Lusoscreen não se importaria de contribuir com alguns meios audiovisuais.
- Exposições “tira teimas” com convite aos representantes/fabricantes de projectores, telas, ecrãs, com hipótese de se ver/comparar na tela e na parede em situações de luz e ás escuras.
- Exposições, com posts prévios, de criações diy.
- Etc...
Só responder ás perguntas:
iPato, as medidas de luz e contraste do ecrã de alto-ganho (o de 26 e o de 359) foram feitas há cerca de 15 anos no LNEC levando cerca de 8 dias. Não conheço os processos. Em Inglaterra alguém o fez, poucos meses depois, em segundos, com um aparelho tirado do bolso. Não temos fabricado o modelo com 359 vezes mais luz, porque serviria apenas para encandear pessoas. Seria ideal para determinadas aplicações (até 3D sem óculos) mas ainda somos demasiado pequenos para finalizar o seu desenvolvimento. Se o iPato tem um aparelho de medir instantaneamente, seria óptimo para nós ficarmos a saber o ganho exacto do de home-cinema.
Nchnoi gost, há marcas de LCDs a tentar criar luz por detrás dos aparelhos, cuja cor muda conforme a cena, para dar a sensação de que há mais cenário para lá da dimensão minúscula do aparelho. Não vejo que um ou mais focos de luz, num ambiente estático da sala, sejam impeditivos da imersão na acção. Mas cada um sabe de si. A frase da sua avó tinha alguma lógica, embora infundada: a imagem de televisão ocupava uma percentagem muito pequenina na retina. A dos projectores é francamente maior.
Fnazareth, Uma lente (leia-se objectiva) standard “situa-se” na zona dos ângulos da visão humana.
Alguns aparelhos, nomeadamente projectores profissionais com objectivas intermutáveis, dividem-nas em três grupos: as T de Tele, as S de Standard e as W de Wide, todas seguidas de números identificativos.
Quanto a ver bem às escuras e às claras, o ecrã de home-cinema faz isso perfeitamente: Basta teres 2 settings gravados no projector: um para quando tens as luzes ligadas, outro para quando estás às escuras. Embora, para algumas pessoas, se o ecrã estiver bem posicionado em relação às fontes de luz, poderá nem ser necessário.
Mais uma vez uma mensagem comprida... Ainda fiz um enorme esforço para me conter, mas há coisas que não se conseguem dizer em duas palavras.
Obrigado a todos.
Boa noite Paulo,
Excelente post
Confirmo tudo quilo que escreveu sobre a forma profissional com que recebem os clientes. Eu fui um deles, vieram montar-me a tela a cascais.Recorda-se?
Não está esquecido as fotografias, depois de tudo montado tenho muito gosto em receber-vos na minha casa para me darem uma opinião sobre o meu pequeno espaço.
Parabens pela forma profissional como tratam cada cliente. Foi um prazer enorme
Rui Faria
Fiquei estupefacto ao saber que uma micro empresa, pois o "Branding" que tem levar-me-ia conotar a Lusoscreen como Multinacional
Isso também não quer dizer nada, pois acho que devem alavancar a vossa empresa para o segmento internacional visto que Portugal não deverá ser suficiente em termos de mercado para o vosso nicho.
De qualquer forma. tenho uma duvida "comercial", as telas fixas são obrigatoriamente concavas? , refiro-me a de Home-Cinema? e tem que ter valor tão elevados de contraste ou podem ter constrastes mais reduzidos? Pois assusta-me um pouco o elevado nivel contraste em condições adequadas para Home Cinema (auseência de Luz)
Por fim .... ehehe gostaria de ter uma cotação para uma tela com 120" de diagonal (300cms) fixa e lisa sem ser concava, se possivel já com a instalação e desinstalação da que tenho (92").
Será para projectar a 4.5m de distancia por um projector SXRD (em principio um mitsubishi hc5)
Obrigado,
Paulo
Fofuchas & Companhia
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